10/12/2017 às 05h52min - Atualizada em 10/12/2017 às 05h52min

Campanha alerta para câncer de pele

Este é o tipo mais comum na doença no Brasil, com cerca de 176 mil novos casos anualmente, segundo o Inca

DA REDAÇÃO
Efeitos da exposição solar são mais graves em pessoas acima de 50 anos / Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

 

Depois do Outubro rosa e Novembro azul, chegou o não menos importante Dezembro laranja, que busca a conscientização sobre a necessidade do combate e prevenção do câncer de pele.

O tipo da doença, que segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) é o mais frequente no país, tem cerca de 176 mil novos casos anualmente, conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Segundo a dermatologista Cintia Cunha, o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento. "Quando descoberta no início, a doença tem mais de 90% de chance de cura", afirmou.

Existem vários tipos de câncer de pele e todos eles têm como principal causa a exposição excessiva e sem proteção ao sol.

Os efeitos da exposição solar são mais severos em pessoas com mais de 50 anos, pois a pele já acumulou mais tempo exposta ao sol. Por isso, principalmente nessa faixa etária, é importante que se faça um acompanhamento com um especialista.

Mas os mais jovens também precisam ficar atentos. Ao observar manchas rosadas, pintas pretas e/ou castanhas e até mesmo feridas na pele, é preciso procurar o médico. “Elas podem surgir em quaisquer regiões do corpo, mas locais mais expostos ao sol têm incidência mais frequente, como braços, orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas”, alerta a dermatologista.

 

A CAMPANHA

Desde 2014, o movimento Dezembro Laranja é promovido pela SBD, que desenvolve uma série de atividades com o objetivo de chamar atenção para a causa. Neste ano, sob o slogan “Se exponha mas não se queime”, a entidade enfatiza a importância de hábitos cotidianos como a aplicação do protetor solar, uso de chapéus de abas largas e óculos escuros, e evitar os horários de maior insolação - das 10h às 16h.

 

Efeitos da radiação solar na pele

Pode parecer um assunto restrito ao verão, mas a verdade é que não existe tempo ruim para a radiação solar causar efeitos imediatos e prolongados na pele. Seja no frio, seja no calor, ela não deixa de afetar o ser humano nem por um segundo. O profissional de saúde, particularmente o dermatologista, deve promover e identificar as medidas adequadas aos seus pacientes, com o objetivo de reduzir a exposição ao sol e prevenir o desenvolvimento do dano cutâneo agudo e crônico. José Pelino, diretor de Engajamento Científico da Johnson & Johnson para América Latina, reuniu alguns fatos curiosos sobre essa energia onipresente, que tem efeito cumulativo no corpo. Confira!

 

1. Existe um filtro natural, mas não é suficiente

O sol emite radiação eletromagnética desde ondas de rádio até ondas gama, mas a maior parte dessa radiação é filtrada pela atmosfera antes de chegar à superfície da Terra, possibilitando nossa sobrevivência. A radiação que chega à crosta terrestre é composta principalmente pelo infravermelho (IV), principal responsável pela sensação de calor; pela luz visível, que nos permite enxergar objetos, distingui-los e diferenciar suas cores; e por fim, pela radiação ultravioleta (UV), responsável por importantes efeitos danosos à pele.

 

2. Diferentes radiações causam danos distintos

De toda radiação UV que chega à Terra, mais de 90% atravessa as nuvens. A radiação UV se divide em UVB e UVA, e ambas resultam em danos a pele. Os raios UVB (5%) atuam através de dano direto ao DNA, eles são os mais perigosos à saúde, atingem as camadas mais superficiais da pele e estão muito associados ao surgimento da vermelhidão. Já os raios UVA (95%) atuam através da formação de radicais livres na pele, eles penetram mais profundamente e estão associados ao surgimento de manchas com o passar dos anos. Tanto a radiação UVB quanto a UVA estão associadas à incidência de cânceres de pele.

 

3. Temperatura versus Radiação

O índice de ultravioleta (IUV) não tem relação direta com a temperatura que medimos e sentimos na superfície da Terra. A sensação de calor é causada pela radiação IV e não pela radiação UV. É importante observar que mesmo com temperaturas baixas ou em dias nublados, existe a incidência dos raios UV e, por isso, é fundamental usar protetor solar mesmo nos dias nublados ou chuvosos.

 

4. A água não protege contra a radiação UV

A água é capaz de filtrar a radiação infravermelho aliviando a sensação de calor, mas não é eficiente em filtrar a radiação UV. Mesmo tomando um mergulho a meio metro de profundidade, a intensidade da radiação UV é ainda 40% da intensidade apresentada na superfície da água. Outra curiosidade é que a espuma do mar, reflete de 10 a 30% da radiação solar.

 

5. No supermercado, você não compra "bloqueadores" solares

O protetor solar não funciona como "bloqueador" de radiação, e sim, como um filtro, atenuando a intensidade do UV principalmente através do mecanismo conhecido como absorção. Os outros mecanismos envolvidos são a reflexão e o espalhamento. Assim, quando a radiação UV entra em contato com o protetor aplicado na pele, a intensidade desses raios é reduzida pelo produto e o potencial de dano é minimizado. Quanto maior o valor de FPS, maior a atenuação da intensidade da radiação UV e maior a proteção.


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