09/12/2017 às 05h48min - Atualizada em 09/12/2017 às 05h48min

Andropausa é marcada por perda de hormônio

Médicos dizem que é natural a queda de testosterona após os 40 anos

EMERSON VICENTE | FOLHAPRESS

Assim como ocorre com as mulheres após os 40 anos, os homens também perdem hormônios. Esse fenômeno é chamado de andropausa, uma analogia à menopausa. Há, porém, diferenças.

"É errado dizer que a andropausa é a 'menopausa dos homens'. A menopausa ocorre em 100% das mulheres. É certo que um dia ela pare de menstruar, pare de produzir hormônio. No homem, isso não acontece com todos", diz o médico Alexandre Hohl, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

"A perda de hormônio é gradativa. A partir dos 40 anos, qualquer homem pode ter diminuído a testosterona, mas só uma pequena parte terá uma perda tão grande que possa gerar sintoma", afirma Hohl.

Apesar de a andropausa ser mais frequente conforme o envelhecimento, não quer dizer que certamente os mais velhos sofrerão mais. "Não se pode determinar uma idade precisa. Um homem de 50 anos pode ter menos testosterona que um de 70. É muito relativo", diz Marcelo Bronstein, médico e professor de endocrinologia na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

A perda de testosterona se torna preocupante quando é intensa, pois pode acarretar outros problemas, fazendo um círculo vicioso. Pessoas sedentárias, obesas, com diabetes, correm mais riscos. E a andropausa também é um fator que desencadeia esses problemas, e outros mais graves. "A andropausa é uma das principais causas da osteoporose [doença dos ossos]", diz Hohl.

O tratamento vai depender do paciente. "Todo homem, independentemente da idade, tem que ser avaliado pelo médico para ver se é o caso de fazer dosagem de testosterona. Uma reposição inadequada pode desenvolver mais rápido um câncer de próstata", diz Bronstein.

 

DESEMPENHO SEXUAL

Um dos pontos que mais mexem com os homens com a chegada da andropausa é a perda do apetite sexual. Para tentar reverter o problema, muitos apelam para medicamentos para tratar a disfunção erétil. Porém, médicos alertam para os riscos.

"Existem riscos para os homens que tomam algum medicamento para o coração. Nesse caso, é contraindicado", diz o médico Marcelo Bronstein.

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