Na terça-feira, 28 de outubro de 2025, o Rio de Janeiro viveu a “Operação Contenção”, uma grande ação policial contra lideranças do Comando Vermelho nos complexos do Alemão e da Penha.
O governo informou a mobilização de cerca de 2,5 mil agentes com o objetivo de cumprir mandados, apreender armas e desmontar estruturas do tráfico.
A operação resultou em confrontos intensos, prisões e apreensões significativas, e teve ampla repercussão na imprensa nacional e internacional.
A necessidade de atuação estatal contra organizações criminosas que monopolizam territórios é incontestável.
Facções como o Comando Vermelho instituem regras paralelas, extorquem moradores, recrutam menores e controlam serviços básicos, impedindo o pleno exercício de direitos.
Ao mirar cadeias de comando e infraestrutura logística, a polícia busca restituir às comunidades o direito à segurança e à circulação livre.
A Constituição Federal assegura que a segurança pública é dever do Estado e responsabilidade de todos (art. 144), e que a inviolabilidade do direito à vida é basilar (art. 5º).
Esses preceitos legitimam operações destinadas a enfrentar estruturas armadas que ameaçam o ordenamento constitucional e a vida cotidiana.
A resposta estatal não é mera opção política: é imposição legal para preservar direitos fundamentais.
Operações de grande porte, quando baseadas em inteligência e respaldo judicial, produzem efeitos práticos: retiram armas das ruas, desarticulam rotas de abastecimento e impedem a reconstituição imediata de estruturas criminosas.
Relatórios jornalísticos e oficiais apontaram apreensões volumosas de armamento e drogas durante a ação, o que confirma o impacto material da investida sobre a capacidade operacional da facção.
Críticas sobre vítimas colaterais e excessos devem ser tratadas com seriedade e investigadas com transparência.
No entanto, a preocupação legítima com a apuração não pode se transformar em tolerância ao controle violento da vida comunitária por grupos armados.
Moradores que retiraram corpos em áreas de mata e relatos locais reforçam a necessidade de apuração completa, mas não anulam a necessidade de enfrentamento aos responsáveis pelo ciclo de violência.
Importa notar que a ação ocorreu às vésperas de eventos internacionais realizados na cidade, situação que exige salvaguarda da ordem pública e resposta coordenada para evitar que disputas territoriais interfiram em compromissos diplomáticos e econômicos.
A cobertura internacional sublinhou a escala da operação e a necessidade de integração entre inteligência e gestão de segurança pública.
O emprego coordenado de forças permite coletar provas, apreender dispositivos e identificar redes de apoio financeiro.
Prisões e apreensões bem executadas alimentam investigações que podem culminar em condenações e na quebra das cadeias logísticas do crime.
Desmontar essa logística é condição para uma resposta penal eficaz.
Defender a operação exige também exigir controle: auditoria, acompanhamento do Ministério Público e transparência.
A crítica legítima às vítimas colaterais não pode paralisar a resposta estatal, mas impõe fiscalização e reparação quando houver excessos.
A imprensa terá um papel muito importante nesse período pós-operação: se decidirem vitimizar os criminosos assassinados, fazendo reportagens sensacionalistas e emotivas com familiares dos malfeitores, farão a opção por conduzir a opinião popular para ir contra o combate às facções criminosas.
Nunca haverá uma alternativa de combate ao crime organizado que não deixará danos colaterais, infelizmente.
Vejo “especialistas” apontarem que a solução ideal é cortar o fornecimento dos recursos financeiros a esses grupos criminosos.
Será tão fácil assim? E eles aceitarão isso de bom grado?
Ou invadirão a casa dos moradores inocentes da comunidade e os obrigarão, a partir de então, a custear as operações bélicas e de tráfico de drogas da facção, em troca de uma suposta “proteção” aos inocentes residentes da região?
A combinação de firmeza operacional, responsabilização institucional e políticas sociais é o caminho para restituir direitos e a paz nas comunidades.
É assim, o Estado cumpre seu dever constitucional: agindo com inteligência, respeito aos direitos e compromisso com a reconstrução social.
Justiça!
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