21/12/2024 às 08h00min - Atualizada em 21/12/2024 às 08h00min
Entre as forças águas e a intensidade das emoções
Por Uemerson Florencio, empreendedor e palestrante
“Após a tempestade vem a bonança.” Esta expressão não existe do nada, só existe porque alguém prestou atenção no que acontece depois que as águas passam, vem o sol, o ar puro, novos brotos da terra. E você acredita nesta expressão? O que você pode extrair deste pensamento para a sua vida?
Quando as pessoas observam a intensidade das águas, elas imediatamente, são tomadas pela dor e pelo desespero – temem a morte, querem salvar as suas vidas. Quando as chuvas passam, o ser humano respira de alívio e esperança. Em seguida, tomados de senso de busca, pensa no que ficou para traz. Mas também vem as novas expectativas. Você hoje é o seu maior presente!
Dessa forma, compreende-se que o ser humano é detentor de uma extraordinária capacidade de superar a dor e os obstáculos da vida. Mas, finalmente hoje, como está você?
Assim é tudo na vida, todos nós somos lançados sobre muitos desafios, mas nem sempre temos forças suficiente para se levantar depois da queda. Nos dias atuais estamos cercados de muitas águas, mas muitas delas são as nossas emoções represadas dentro de nós mesmos. Vamos refletir:
E o que estamos fazendo com os sentimentos reprimidos?
Por que não estamos dizendo ou dando um basta para aquela relação que já não faz mais sentido em nossas vidas?
Por que se manter numa relação que só tem dor e transtornos?
Muitos seres humanos estão passando por uma dura realidade, difícil e complexa. Se deixaram levar por águas sujas ao longo da vida e achando que poderia limpá-las, acumularam lixos dentro de si mesmos. Elas estão em nossa volta, elas precisam de ajuda, mas nem todos tem a sensibilidade para enxergá-las. Vamos refletir:
Como está você hoje depois da passagem das águas?
Como está você perante as perdas?
Como você reage as perdas em sua vida?
Qual é a importância que você dá para você mesmo nesta vida?
Tenhamos um pouco mais de sensibilidade, pois esta pessoa pode estar dentro da nossa própria residência, pode ser um filho, uma filha, uma mãe, um pai, enfim, um amigo ou alguns vizinhos. Queremos ser vistos, mas quem entre nós estamos com total disposição para enxergar o outro? Quem entre nós estamos buscando de verdade identificar a dor do outro e levar um consolo amigo? São dias difíceis para muitos seres humanos. É preciso urgentemente, olhar para os lados, dar um aperto de mão, doar um abraço fraterno.
Nunca sabemos se seremos nós o necessitado de amanhã. O universo nos dá de volta o que entregamos para ele, doe amor e receberá amor, não doe nada e nada terá. Olhe só neste exemplo: Quando o abraço acontece? Quando as pessoas abrem os braços na direção uma da outra. Quando nasce o sorrido correspondente? Quando o primeiro sorri para o segundo, logo, segundo sorri de volta. Será que amanhã não viveremos a dor que o outro vive hoje?
Venho aqui deixar esta humilde mensagem para todos aquelas que desejam buscar alguma reflexão sobre as águas das nossas emoções. Afinal quando as águas caem dos nossos olhos, dizemos que são lágrimas, mas também pode dizer que é choro, mas quem pode definir qual é a emoção que as faz cair? Quem pode dizer o motivo que levam a queda d’água dos nossos olhos? Força e honra meus amigos!
*Este conteúdo é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.