Os vereadores Igino Marcos (PT) e Professor Ronaldo Amélio (PT) protocolaram um pedido de cassação do vice-prefeito de Uberlândia, Vanderlei Pelizer (PL). Segundo a denúncia enviada à Câmara Municipal, Pelizer teria praticado crime de racismo durante um evento no Centro Administrativo Municipal.
Conforme consta na denúncia, neste domingo (16), Vanderlei publicou um vídeo nas redes sociais criticando o evento promovido por escolas municipais, onde alunos e alunas apresentaram poesias e outras manifestações artísticas sobre o racismo.
No vídeo, Pelizer fala “Pessoal, observem bem o que nós como governo de direita temos que enfrentar todos os dias aqui na Prefeitura”. Em seguida, ele grava uma aluna negra recitando um poema.
Vanderlei também questiona uma professora sobre o tema do evento e afirma que ela “acabou constrangendo as crianças”. Por sua vez, a educadora rebate, dizendo que não concordava com a avaliação e o vice-prefeito responde: “Eu acho que o que você acha não me interessa”.
Ainda no vídeo, o vice-prefeito afirma que: “...racismo tem que ser eliminado. O que nós não podemos aceitar é uma lavagem cerebral que é realizada muitas vezes em nossas crianças. E pior por coordenadores e professores, muitas vezes orientadores, despreparados que não sabem nem explicar aquilo que está se ensinando”.
Pelizer também afirmou que integra um “governo de direita” e que irá tratar do assunto com o prefeito Paulo Sérgio e a Secretária de Educação, Tânia Toledo. Confira abaixo o vídeo completo.
Para os vereadores, autores da denúncia, o vice-prefeito cometeu crime de racismo ao desqualificar e hostilizar manifestações de identidade negra, negar a um grupo racial o direito de se afirmar, incitar o ódio a um grupo, supondo que a criação de um ambiente em que ser negro seja conduta digna de humilhação ou vergonha e referir-se a práticas pedagógicas antirracistas como “lavagem cerebral” de crianças.
A denúncia e o pedido de cassação foram protocolados e enviados à presidência da Câmara Municipal. O documento deverá ser lido no plenário em dezembro. O Diário entrou em contato com a Prefeitura que informou que não pode se manifestar sobre o caso.
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