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14/03/2022 às 15h05min - Atualizada em 14/03/2022 às 15h05min

Índice de gravidez na adolescência cai na rede municipal de saúde em Uberlândia

Na UBSF do Canaã o número de atendimentos do público reduziu 50% em 2021

DA REDAÇÃO
Gratuito, método contraceptivo subcutâneo contribuiu para redução de gravidez entre meninas de 13 a 17 anos | Foto: Danilo Henriques/Secretaria de Governo e Comunicação

A taxa de gravidez em meninas com idade entre 13 e 17 anos caiu de 11,46% para 8% na rede municipal de saúde, em Uberlândia. Os dados, divulgados pelo Município nesta segunda-feira (14), apontam que a redução se deve ao oferecimento gratuito do método contraceptivo subcutâneo, disponibilizado desde 2017 pela Prefeitura.

Desde 2019, a Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) Canaã I e III intensificou o trabalho de implementação do método com toda a equipe, fazendo um levantamento para avaliação e aprovação dos critérios. No período, a unidade inseriu 41 implantes em meninas em idade fértil e dentro dos critérios estabelecidos.

Com o acompanhamento, o número de adolescentes grávidas na UBSF passou de 27, em 2019, para 12, em 2021, representando uma diminuição de 50% nos registros. Segundo Karina Kelly de Oliveira, a descentralização do trabalho para as unidades de saúde têm colaborado bastante para a queda nos índices de gravidez.

“O resultado obtido em uma das unidades do bairro Canaã mostra o quanto nossa estratégia está sendo bem sucedida. Antes, o implante era colocado apenas no ambulatório da UAI Martins. Fizemos a capacitação dos profissionais, bem como o trabalho de tutoria entre o clínico geral da unidade com o ginecologista, permitindo a descentralização do serviço”, detalhou.

O contraceptivo subcutâneo é comprado pelo Município de Uberlândia, sendo um método gratuito, no qual um pequeno bastão é implantado embaixo da pele do braço, liberando o hormônio etonogestrel. Embora dure poucos minutos para ser colocado, o método tem duração de três anos, quando é recomendada a troca.

A coordenadora do Programa da Rede de Atenção à Saúde da Mulher, Sarah Araújo Rocha Gonçalves, destacou que as ações buscam não só a prevenção, mas também a orientação sobre os métodos ofertados na rede pública e a importância do planejamento familiar. “Nosso trabalho vai além do implante, pois as meninas precisam saber também dos riscos e impactos de uma gravidez não desejada, principalmente na adolescência”, explicou.

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