10/01/2022 às 13h46min - Atualizada em 10/01/2022 às 13h46min

Motorista que fugiu do local após acidente na Rondon confirma em depoimento que dirigia embriagado

Condutor prestou depoimento na última semana e confessou ter ingerido bebida alcoólica antes de bater em carreta estacionada e causar a morte de um jovem de 26 anos

GABRIELE LEÃO
Caminhonete bateu em carreta estacionada e um jovem morreu no local I Foto: Corpo de Bombeiros
O motorista que se envolveu no acidente que causou a morte do jovem Cássio Rodrigues da Costa, de 26 anos, no fim do ano passado, confirmou em depoimento à Polícia Civil (PCMG) que estava embriagado quando atingiu uma carreta estacionada na Av. Rondon Pacheco, em Uberlândia. O condutor foi ouvido na última terça (4) e, de acordo com o delegado responsável pelas investigações, Luiz Fernando Lançoni, deve ser indiciado por homicídio culposo, fuga do local do acidente e omissão de socorro. O autor deve aguardar pelo processo em liberdade.
 
Segundo a PCMG, o jovem de 22 anos compareceu à delegacia acompanhado do advogado e confirmou que estava alcoolizado no dia do acidente. Ele e a vítima teriam saído para comprar cigarros e também bebidas. “Na delegacia, ele contou que a vítima estava fazendo vídeos para a rede social e ao participar das gravações, acabou se distraindo e colidiu com a carreta que estava parada. Em um ato de desespero, ele disse que, ao perceber o óbito [do passageiro], saiu do veículo e foi até a casa em que morava a pé”, contou o delegado.
 
No depoimento, o autor disse que o dono do veículo que ele dirigia teria emprestado o carro. A versão de que ele roubou o veículo foi desmentida. O condutor também desmentiu a versão de uma das testemunhas de que haveria uma quarta pessoa na casa onde ele a vítima do acidente estavam durante uma festa de confraternização.
 
“Essa outra pessoa será ouvida ainda esta semana e alguns outros pontos da investigação serão concluídos para o fechamento do inquérito. Já temos indícios suficientes sobre o crime e vamos indiciar o autor por homicídio culposo, afastamento do local de acidente de trânsito e omissão de socorro. O autor seguirá em liberdade até o julgamento”, completou Luiz Fernando Lançoni.
 
APRESENTAÇÃO
O prazo para que o suspeito se apresentasse foi estipulado para o dia 28 de dezembro, mas de acordo com o delegado responsável pelo caso, o autor justificou a ausência por que estava no estado do Tocantins e apresentava sintomas gripais. À Polícia Civil, ele informou que “estava fora do estado sem condições financeiras de voltar para prestar esclarecimentos sobre o crime”.
 
RELEMBRE O CASO
O acidente ocorreu na manhã do domingo, 19 de dezembro, na avenida Rondon Pacheco, em Uberlândia. Segundo o boletim de ocorrência, uma testemunha relatou que o veículo seguia sentido Praia Clube/Parque do Sabiá quando perdeu o controle e colidiu com uma carreta estacionada na via. Após o choque, o motorista da caminhonete evadiu do local.
 
Segundo testemunhas, ele apresentava sinais de embriaguez e tinha uma garrafa de cerveja nas mãos. Dentro do veículo foi encontrado um tablete de substância similar à maconha. A vítima, que estava no banco do passageiro, foi identificada como Cássio Rodrigues da Costa, de 26 anos.
 
Segundo as primeiras informações, o condutor do veículo e a vítima trabalhavam juntos como garçons em um bar de Uberlândia. Os dois estavam em uma confraternização, antes do acidente, e teriam usado o carro de uma terceira pessoa, que também participava da festa.
 
INDIGNAÇÃO DA FAMÍLIA
A irmã da vítima, Alice Rodrigues, contou ao Diário que, logo após o acidente, entrou em contato com o autor, que através de um áudio contou detalhes sobre o acidente.
 
“Ele dizia que ele e meu irmão eram pessoas trabalhadoras, amigos e estavam sempre em busca de crescer no trabalho. Mas, no dia do acidente, ele não agiu com essa mesma empatia. O que ele fez foi desumano. Bateu um carro, matou alguém e não prestou socorro e ainda sair tirando onda depois, pois ele chegou a postar vários vídeos bebendo e dirigindo logo que matou meu irmão”, contou.
 
O Diário tentou contato com o autor, mas não obteve resposta. O advogado dele também não foi encontrado para comentar o assunto.  

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