25/08/2020 às 15h33min - Atualizada em 25/08/2020 às 15h33min

Caso Rizzo: TJMG mantém condenação de réus em duplo homicídio

Crime ocorreu em 2002 em Indianópolis e eles seguem em liberdade aguardando julgamento de recursos

SÍLVIO AZEVEDO

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve as condenações do empresário José de Jesus Rizzo e dos outros réus Hudson Vieira e Wônimo Carlos Moreira pelo duplo homicídio ocorrido em março de 2002. Eles foram condenados por matar e ocultar os cadáveres de Marco Antônio Aquino e Wagner Monteiro, na zona rural de Indianópolis, a cerca de 60 km de Uberlândia.
A decisão foi dos desembargadores Edison Feital Leite e Alberto Deodato Neto no dia 28 de julho, sendo o acordão publicado em 5 de agosto deste ano. Rizzo, Hudson e Wônimo foram julgados em 2018 e condenados a penas de 37 anos e 4 meses, 36 anos e 8 meses e 26 anos, respectivamente, em regime fechado. Porém aguardam recursos em liberdade.

Segundo o advogado de acusação, Robison Alves, a decisão do TJMG só confirma a tese de que aponta os acusados como autores do crime bárbaro que chocou a cidade na época. “Temos convicção absoluta da culpa deles. Não tem dúvida. Tem confissão do Wônimo, na frente do juiz, detalhando como aconteceram os fatos. Mas com a decisão do STF que não justifica a prisão em segunda instância, eles devem recorrer em liberdade”, disse.

O Diário entrou em contato com os advogados de defesa dos réus. O defensor de José Rizzo, Felipe Martins Pinto, informou que já recorreu da decisão e que confia no Poder Judiciário. O advogado de Wônimo e Hudson Vieira, Carlos Alberto dos Santos, confirmou que irá recorrer da decisão pois entende que a decisão do TJ não acolheu algumas nulidades na sessão de julgamento.

Outro suspeito de ter envolvimento com o duplo homicídio, o professor Daniel Ricardo Davi Sousa, foi julgado em agosto do ano passado, porém foi absolvido.

ENTENDA O CASO
Na época do crime, ocorrido em 25 de março de 2002, a vítima Marco Antônio Aquino tinha 30 anos e o cunhado dele, Wagner Monteiro, 41. Marco Antônio era carpinteiro em uma das escolas de Rizzo e foi atraído até uma fazenda no município de Indianópolis, com a promessa de que lá teria emprego.

Wagner era cunhado de Marco Antônio e foi morto por estar junto a ele na hora do crime. De acordo com a acusação, Marco Antônio era laranja de Rizzo e cobrava uma compensação trabalhista na Justiça no valor de R$ 1,1 milhão. O acusado era empresário na área de educação, ex-proprietário dos colégios Objetivo e Anglo, com unidades em Uberlândia.

Marco Antônio e Wagner Monteiro foram levados até uma área de reflorestamento às margens da BR-365, onde foram mortos a tiros e tiveram os corpos queimados e enterrados em uma vala.


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