09/01/2020 às 08h05min - Atualizada em 09/01/2020 às 08h05min

Uberlândia Rugby planeja ano com mais competições

Equipe não conta com nenhum patrocínio e os jogadores bancam as despesas

EDER SOARES
Equipe ainda não tem garantia de local no Sabiá para treinamentos | Foto: Divulgação

O time do Uberlândia Rugby espera melhores dias em 2020, com mais apoio financeiro e um número maior de competições em âmbitos regional e estadual. Sem patrocínio e tendo que tirar em torno de R$ 20 mil do próprio bolso dos jogadores, por semestre, para custear os poucos jogos da última temporada, a equipe se limitou a disputar o Campeonato Mineiro no ano passado, que teve seis equipes.

Com a Seleção Brasileira de Rugby Feminino classificada para as Olimpíadas de Tóquio, a esperança dos praticantes locais é que haja uma maior difusão da modalidade, bastante popular em outros países, de forma a alcançar novos investimentos e que venha o estímulo para a lapidação de novos talentos.

O pilar Bruno Luiz Korckievicz, o Chucrute, já foi presidente do Uberlândia Rugby e atualmente é um dos mais engajados do elenco na busca por melhores condições de treinamentos e para que o time possa participar de mais competições neste ano. Aos 30 anos e há dez jogando pelo Uberlândia, Bruno acredita em uma temporada de calendário mais cheio de competições.

“Ano passado foi bastante atípico, pois disputamos apenas o Mineiro de 15 jogadores. Outro fator que dificultou foi o fato de muitos atletas terem se aposentado, e a nossa base não estava pronta para subir, apesar de contar com cerca de 20 jogadores. Por ser um esporte de contato evitamos colocar jogadores muito jovens para jogar contra adultos”, disse Chucrute. A equipe realizou apenas cinco jogos e terminou o Campeonato Mineiro na quarta colocação.

Além do estadual, o Uberlândia se esforça para junto a equipes de outras cidades, organizar novamente os torneios regionais, que eram bastante disputados e movimentavam times e torcedores. “A gente chegou a ter um campeonato com nove times, sendo cinco somente da nossa região. Já no ano passado não conseguimos nem um campeonato pequeno. Neste ano, queremos voltar a fomentar o esporte aqui na nossa região”, afirmou o jogador, que pela experiência no rugby, disse ainda o porquê entende que o rugby caiu nos últimos anos.

“O que dificulta em Minas são as distâncias, pois é um estado grande. Desde 2018 tentamos fazer um modelo de estadual com a primeira fase regionalizada, e só a parte final cruzando os times do estado para baratear os custos. Mas o esporte no estado deu uma caída, tivemos muitos times que pararam de jogar e de formar atletas”, afirmou Bruno.

Além dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o ano marcará também a estreia do Campeonato de Rugby da América Latina, no qual o Brasil estará representado pelo Corinthians. “Estas competições podem contribuir para motivar o rugby no Brasil. Um bom trabalho de marketing poderá atrair mais pessoas que vão conhecer o esporte”, finalizou Chucrute.

A equipe volta aos treinamentos no mês de fevereiro, mas ainda não sabe se contará mais uma vez com a estrutura do Complexo Esportivo do Parque do Sabiá. Uma reunião na próxima semana com a Fundação Uberlandense do Turismo, Esporte e Lazer (Futel) será decisiva para o prosseguimento do campo de treinos. Atualmente, o elenco conta com 25 jogadores na equipe adulta e 20 nas categorias de base.

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