09/12/2019 às 17h35min - Atualizada em 09/12/2019 às 17h35min

​Novo pedido de cassação é protocolado na Câmara de Uberlândia

Solicitação é contra o vereador Thiago Fernandes (PRP) por eventuais críticas contra a Administração Municipal; pedido deve ser lido nesta terça-feira (10)

VINÍCIUS LEMOS
Pedido estaria apontando quebra de decoro por parte de Thiago Fernandes | Foto: CMU/Divulgação
Foi protocolado na manhã desta segunda-feira (9) o quinto pedido de cassação contra um vereador de Uberlândia nos últimos dois meses, desta vez o alvo da solicitação é Thiago Fernandes (PRP). A informação foi confirmada pelo presidente da Câmara, Hélio Ferraz – Baiano (PSDB), e repassada ao vereador denunciado. 

Durante a sessão no Legislativo nesta manhã, ainda não se sabia os motivos que levaram ao pedido, uma vez que o documento não chegou às mãos de Fernandes e não havia sido analisado pela mesa diretora.

A leitura oficial da denúncia foi garantida pelo presidente do Legislativo para esta terça-feira (10). “Estaremos recebendo hoje essa denúncia e amanhã estaremos lendo e colocando em plenário esse processo da denúncia contra Thiago Fernandes. O conteúdo eu não vi e só fui anunciado pelo protocolo”, disse Baiano.

Fernandes disse estar surpreso com o pedido, que também não chegou oficialmente ao legislador. Segundo ele, informações extraoficiais dão conta de que o documento se refere a críticas feitas ao Executivo, sob a alegação de quebra de decoro, o que também não pôde ser confirmado pela reportagem, já que o documento não foi revelado. 

“Teremos nessa Casa algo curioso: três pedidos de cassação de vereadores que respondem a inquérito criminais e um processo de cassação colocado para um vereador que está exercendo seu papel de fiscalizar”, afirmou Thiago Fernandes.

Ele se preocupa com o andamento da comissão processante no caso da cassação de Alexandre Nogueira (PSD). Fernandes é relator da comissão. “Fica claro ser uma intimidação não só ao trabalho fiscalizatório como também na comissão de cassação”, disse.

SOLICITAÇÃO
Em resposta a uma solicitação do vereador, o Ministério Público Estadual (MPE) expediu, nesta tarde, uma certidão para tornar público que Fernandes não é alvo de nenhuma investigação por parte do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Uberlândia. 

O órgão foi responsável por deflagrar as operações Torre de Babel e O Poderoso Chefão, que resultaram nas prisões de Wilson Pinheiro (PP), Alexandre Nogueira (PSD) e Juliano Modesto (suspenso do SD). O Gaeco ainda investiga crimes envolvendo desvios de verba indenizatória e contratos para prestação de serviço na Câmara de Uberlândia.

PROCESSO DE ALEXANDRE NOGUEIRA
Até o momento foram instaurados os processos para cassação de mandatos dos vereadores Juliano, Wilson e Alexandre. Um pedido contra Marcio Nobre também chegou a ser protocolado em virtude de condenação dele na primeira instância por ato de improbidade administrativa. No entanto, a abertura de procedimento não foi aprovada pela Câmara.

Nogueira se encontra preso no Presídio Professor Jacy de Assis e foi intimado nesta tarde sobre o processo. Agora, ele tem o prazo de 10 dias para apresentar defesa prévia, bem como informar as provas que pretende produzir e as testemunhas que pretende arrolar. 

Membro na mesma comissão que Thiago Fernandes, Pastor Átila Carvalho apresentou uma carta em que pede a renúncia nos trabalhos. O documento foi lido nesta segunda, em sessão.

“A renúncia se dá por motivo de grande relevância (problema de saúde na família – mãe), que necessita de acompanhamento 24hs em razão da patologia de Demência de Alzheimer”, afirma a carta. Como Carvalho estava em viagem, a presidência da Casa preferiu a volta do vereador para que fosse decidido como proceder na situação.

O vereador já tinha pedido para não fazer parte da comissão no momento em que seu nome foi sorteado, no dia 5, mas não havia citado problemas de saúde de familiares. No dia, Pastor Átila declinou, inicialmente, por, em tese, não ter competência técnica para fazer parte do processo. Sem justificativa aceita pela mesa diretora, sua manutenção na comissão foi tomada por força de voto da maioria de seus colegas de Câmara.

 
 


 
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