29/03/2018 às 17h38min - Atualizada em 29/03/2018 às 17h38min

MG volta a ter alta em emprego para mulheres

Estado teve saldo positivo de 176 postos em 2017 após dois anos de crise

AGÊNCIA MINAS | BELO HORIZONTE
Mulheres ainda recebem 16,5% menos do que os homens em Minas Gerais, aponta Sedese | Foto: Agência Minas

Após amargar dois anos consecutivos de desempenho negativo na geração de vagas de emprego, o mercado de trabalho para as mulheres no Estado voltou a registrar, em 2017, um saldo positivo (mais contratações do que desligamentos), com a geração de 176 postos de trabalho.

No ano passado, considerando os setores de atividade econômica do IBGE, os resultados foram melhores para as mulheres que para os homens nos Serviços de Utilidade Pública e na Construção Civil. No entanto, a maior geração de empregos para o público feminino em 2017 ocorreu nos setores de Serviços (2.517), seguida pela Administração Pública (449) e Extrativa Mineral (66).

Da mesma forma, para os homens, o setor de Serviços gerou no ano passado o maior volume de postos de trabalho (8.490), seguido pelo Comércio (4.911), Indústria de Transformação (3.812) e Agropecuária (3.212).

No início da crise econômica brasileira, em 2014, o saldo de empregos para o público feminino chegou a ficar em 18.366, caindo acentuadamente em 2015 (-62.858) e 2016 (-43.699).

Entre o público masculino, o saldo de vagas começou a registrar queda já a partir de 2014 (-25.882), passando para -140.688 em 2015. Em 2016, houve um ligeiro arrefecimento (-80.068), voltando a ficar positivo no ano passado, com a criação de 15.262 postos de trabalho.

SALÁRIOS

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), analisados pela Assessoria de Gestão do Observatório do Trabalho da Sedese, mostram que a diferença de salário entre homens e mulheres tem sido reduzida em Minas Gerais.

Em 2012, a média salarial dos homens era de R$ 1.008,40, enquanto a do público feminino de R$ 813,76, uma diferença absoluta de R$ 194,64 ou 19,3% (diferença relativa).

Já em 2017, a média salarial dos homens pulou para R$ 1.477,01 e a das mulheres para R$ 1.233,46. Dessa forma, a diferença absoluta entre o salário de homens e mulheres caiu em Minas para 16,5% (diferença relativa).
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