24/08/2017 às 17h27min - Atualizada em 24/08/2017 às 17h27min

Festival Timbre aposta na formação de público

DA REDAÇÃO
Edição de 2016 movimentou a cena em Uberlândia / Foto: Felipe Flores/BurnAsh/Divulgação

 

Em outubro acontece em Uberlândia, nas áreas externa e interna do Teatro Municipal, a 4ª edição do Festival Timbre. Porém, a movimentação em torno do evento começou já faz alguns meses com algumas novidades na forma de divulgar e fortalecer a marca do festival. “Precisamos entender esse momento e sentimos a necessidade de nos movimentar mais cedo e contar com os embaixadores, que são apoiadores que têm carta branca para realizar ações referentes ao festival”, explica Gabriel Caixeta, um dos produtores do evento.

A preocupação de Gabriel não é em vão - levando em consideração o momento econômico que o país atravessa o investimento em arte e cultura nunca está entre as prioridades. Neste ano, eles criaram o Clube Timbre, que teve quase mil assinaturas e superou as expectativas dos organizadores. Quem faz parte do clube tem acesso às atrações confirmadas antes do público em geral, ingresso a preço diferenciado, entre outras vantagens.

“Além disso, estamos movimentando a região. Temos embaixadores em Goiânia, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte”, comenta Caixeta. 

O produtor cultural diz que as bandas confirmadas entendem a proposta do festival, de apoiar a diversidade musical e formar público. Por isso, foram abertas às negociações de cachê, por exemplo. “Infelizmente tem artista que não é flexível, ou é valor fechado ou ele fica em casa. Esse comportamento, eu particularmente acredito que leva à perda de grandes oportunidades”, disse Caixeta.

O line up traz atrações inéditas na cidade, como Scalene e Bayana System, que foi destaque em festivais como o Roskilde, da Dinamarca. Rael convida Emicida e Tulipa Ruiz é inédito no país. “Outra aposta nossa é o Silva cantando Marisa Monte”.

Para manter o vigor do festival, outros eventos relacionados ao Timbre acontecem em setembro, contando com atrações nacionais e regionais e oficinas em cinco escolas públicas e uma possível ação no bairro Luizote de Freitas. “Essa meninada que está nas escolas precisa saber que tem opções bacanas de entretenimento. Vamos possibilitar a alguns deles uma vivência dentro do festival”, disse Gabriel Caixeta.


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