22/08/2017 às 15h11min - Atualizada em 22/08/2017 às 15h11min

Circula Minas recebe inscrições até setembro

Projeto permite a grupos mineiros viajar pela América do Sul

AGÊNCIA MINAS | BELO HORIZONTE
Grupo Conscius Dementia, de Poços de Caldas, se apresenta em Santiago, no Chile / Foto: Divulgação

 

José e Maria vivem em um algum lugar completamente destruído pelo homem. Ele quer continuar ali e construir uma família. Ela quer sair daquele local e conhecer o mar. Esse é o pano de fundo da história que envolve folclore brasileiro, sustentabilidade e romance.

Escrito pela atriz, diretora e dramaturga Larissa Garcia, “Terra e Mar” é o primeiro espetáculo autoral encenado pela Cia de Teatro Conscius Dementia, de Poços de Caldas, no território Sul. A convite da Fundación Sumate, o grupo vai a Santiago, no Chile, para apresentar a peça em escolas públicas da periferia da capital chilena.

A segunda apresentação acontece nesta quinta (24) na Universidad de Playa Ancha, em Valparaíso. Esse intercâmbio cultural está sendo viabilizado com recursos do Circula Minas, programa do Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), que promove o diálogo da cultura mineira com o mundo e do mundo com Minas Gerais. As inscrições para a 4ª Seleção do edital estão abertas e podem ser realizadas até o dia 15 de setembro no site.

Fazer com que manifestações culturais do interior possam participar cada vez mais dos mecanismos de incentivo e fomento é uma das metas da Secretaria de Cultura, motivo pelo qual os integrantes do grupo de Poços de Caldas comemoram.

“Foi muito bom ver que recursos não ficam centrados somente na capital e região metropolitana. O Circula Minas tem demonstrado que olha para todos os lugares do estado. Sem o edital seria impossível viajarmos e termos essa experiência”, avalia Larissa.

A peça estreou em 2016 e já foi venceu cinco prêmios do Festival de Teatro nas Escolas Municipais de Poços de Caldas. Sua proposta é discutir a situação do mundo por meio da metáfora do amor e do ambientalismo, recorrendo a personagens do folclore nacional, como Iara, com seu canto de sereia, e Caipora, que anda nu montado num porco selvagem na floresta. Assim os atores evidenciam a crianças e adolescentes que é possível construir um mundo melhor.

“Este também é um trabalho educativo em que buscamos não só levar a magia do teatro, mas ainda passar uma mensagem positiva sobre a questões que permeiam nosso universo”, pontua a diretora.


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