18/08/2017 às 05h07min - Atualizada em 18/08/2017 às 05h07min

O amor entre os conflitos e incertezas

Espetáculo “Esta Criança” traz Renata Sorrah pela primeira vez a Uberlândia com a Companhia Brasileira de Teatro

ADREANA OLIVEIRA | EDITORA
Renata e os atores da Cia Brasileira de Teatro Ranieri Gonzalez, Giovana Soar e Edson Rocha / Foto: Cacá Diniz/Divulgação

 

O “namoro” entre Renata Sorrah e a Companhia Brasileira de Teatro segue em harmonia, ao contrário dos personagens que a atriz e o grupo apresentam no espetáculo “Esta Criança”, em cartaz no Teatro Municipal de Uberlândia com sessões de hoje a domingo, sempre às 20h30. O público será recebido no foyer com apresentação musical de Flávio Arciole. Com direção de Márcio Abreu, a peça trata de conflitos familiares em dez cenas em que, segundo Renata Sorrah em entrevista ao jornal Diário do Comércio, há tensão do início ao fim.

Uma história ambientada nos nossos dias em um texto de um dos autores e dramaturgos mais celebrados do momento, o francês Joël Pommerat. O texto original “Cet enfant” foi escrito em 2006 e está entre os mais traduzidos do mundo.

Com mais de 40 anos de carreira, Renata Sorrah pisa em um teatro uberlandense pela primeira vez. “Estou ansiosa e feliz por chegar até vocês com um trabalho tão bonito”, disse a atriz. Renata é só elogios para os atores que a acompanham, da Cia Brasileira de Teatro. “Não tem como trocar ninguém. Desde que estreamos, em 2012, só nos aprofundamos nestes personagens”, explica.

A Cia tem trajetória reconhecida em todo o país com foco intenso e contínuo em pesquisa, intercâmbio e criação. Já levou para os palcos adaptações de textos de Ivan Viripaev (Rússia), Copi (Argentina) e Noëlle Renaude, Jean-Luc Lagarce e Philippe Minyana (França).

A admiração entre o diretor Márcio Abreu, também diretor da Cia Brasileira de Teatro, e Renata Sorrah, sempre foi mútua e se aproximaram um do outro com o tempo. “Depois de algumas tentativas, conseguimos nos encontrar num território comum: a obra de Joël Pommerat, autor/diretor francês dos mais proeminentes e atuantes hoje na Europa. Ambos já tínhamos referências sobre ele. Foi uma coincidência. Um sinal que poderia ser o elemento disparador do nosso primeiro trabalho juntos”, conta Abreu.

Para o diretor, “Esta criança” é o desafio que buscavam, uma obra essencial, que revela sem pudor e radicalmente a intimidade e as diversas facetas das relações humanas entre pais e filhos. “Uma escrita singular, porosa e permeável ao caminho de pesquisa e criação dramatúrgica que a companhia vem percorrendo e que a Renata busca. Nasceu então o projeto de uma peça inédita no Brasil, fruto de um feliz encontro, também inédito: o da companhia brasileira de teatro com a atriz Renata Sorrah”, recorda o diretor.

Entre os prêmios já recebidos pela produção está o Prêmio Shell de Melhor Direção para Abreu, de Mellhor Atriz para Renata Sorrah, de Melhor Cenário para Fernando Marés e de Melhor Iluminação para Nadja Naira.

E vale lembrar que Renata Sorrah quer muito sentir o calor da plateia uberlandense e em sua recente entrevista fez questão de frisar a importância de cada pessoa no teatro se comprometer por inteiro com o espetáculo. “Estaremos dando o melhor de nós ali e esperamos que todos desliguem os telefones celulares...”.


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