10/08/2017 às 05h54min - Atualizada em 10/08/2017 às 05h54min

Música, dança e canto no Municipal

Projeto reúne a Orquestra Philarmônica do Cerrado e Cia Ícaro de Dança em dois diferentes concertos

ADREANA OLIVEIRA | EDITORA
Marcos Petrônio rege a Orquestra Philarmônica de Uberlândia / Foto: Divulgação

 

Ainda não é um ballet de repertório, porém, um passo importante é dado nessa direção com os concertos “Terra” e “Ar” que a Orquestra Philarmônica de Uberlândia (UPHU) apresenta hoje e amanhã, no Teatro Municipal de Uberlândia, às 20h. A orquestra receberá no palco bailarinos da Ícaro Cia de Dança e cantores líricos de Uberlândia em duas noites que devem agradar os olhos e os ouvidos da plateia.

Realizada pelo Instituto Serguei Diaghilev, Arte Sofia e Ícaro Cia de Danças, o evento tem produção de Flávio Freitas e Glauco Fernando Cruz, que têm visto em Uberlândia a possibilidade do crescimento da arte e de convergências desse tipo. O que os incentivou a trazer a Ícaro para a cidade foi a possibilidade de descentralização da Cia de Dança do eixo Rio-São Paulo. “Somente a descentralização dos grandes centros promoverá o surgimento de outros polos profissionais de dança pelo interior do Brasil. Por outro lado, a Cia continua com um núcleo de bailarinos em São Paulo e outro em Uberlândia. Em alguns momentos, os espetáculos e profissionais se encontrarão no palco”, afirma Freitas.

Com regência do competente Marcos Petrônio e direção artística da premiada Beatriz De Luca, atualmente residente em Portugal, a OPHU é um núcleo artístico formado quase que em sua totalidade por músicos uberlandenses, no formato original de uma orquestra experimental de repertório, estabelecendo bases de uma orquestra de câmara com formação em cordas. 

Em seu repertório, criou a série “Quatro Elementos” e os dois primeiros concertos são “Terra”, que será apresentado hoje, e “Ar”, que será apresentado amanhã. A estreia visita compositores consagrados como Johann Sebastian Bach, Tchaykovisky, Albinoni e Mozart e ainda visita a música contemporânea com trilhas de cinema, Villa-Lobos e compositores brasileiros consagrados como Caetano Veloso, Gonzagão e Chico Buarque. 

O programa contará ainda com a participação especial da Ícaro Cia de Dança com trechos do espetáculo “Bach Barock Brasilien” e também com cantores líricos convidados da cidade. O espetáculo teve apresentações em São Paulo e diversas cidades pelo interior paulista e em capitais como Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, além de Uberlândia em 2009.

“A participação não foi intencional. Apesar de produzirmos a OPHU, não há interferência artística no projeto. A seleção de músicas foi efetuada pelo Regente Titular, Marcos Petrônio, que coincidentemente selecionou algumas músicas que já estavam coreografadas. Como a intenção da OPHU é integrar dança, música e canto nos seus espetáculos, aceitamos de pronto o convite para uma pequena participação”, afirma Flávio Freitas.

O projeto tem o apoio da Secretaria de Municipal de Cultura e do do Conservatório Estadual Cora Pavan Capparelli. 

 

DESAFIOS

Companhia de Dança ainda precisa de bailarinos

A Ícaro vai estrear no Teatro Municipal, em outubro, o espetáculo infantil “A Arca de Noé”, com um grupo de crianças. “Em conversas com Beatriz De Luca, acreditamos ser cedo para um Ballet de Repertório completo, mas algumas montagens neoclássicas são possíveis”, diz Flávio Freitas.

A Cia tem seis bailarinos e o pretendido é chegar a 20. “A principal dificuldade é a falta de recursos existe, uma barreira junto às escolas de dança na cidade, que não entendem que uma Cia de Dança profissional pretende a continuidade do trabalho delas, e não o contrário, comenta Freitas. Os ensaios da Ícaro acontecem três vezes por semana na Oficina Cultural. 

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