01/09/2020 às 07h45min - Atualizada em 01/09/2020 às 07h45min

Emilene comenta o paradesporto

ALBERTO GOMIDE
Emilene Rosa Alves dos Santos | Foto: Divulgação

A Paralimpíada de Tóquio 2020, que aconteceria em março, foi adiada para agosto, após a chegada do coronavirus, e depois foi transferida para agosto de 2021. Entendo que não se pode falar em nenhum tipo de vantagem com o adiamento em exatamente um ano (24 agosto 2020 a 24 agosto 2021). Até porque, o coronavirus está deixando um rastro de destruição sob todos os aspectos.

Deixando o adiamento de lado, a coluna de hoje fala com a especialista em desporto paralímpico, abordando a modalidade em Uberlândia. Necessário se faz ressaltar a força do esporte paralímpico em Uberlândia, mostrando uma ascensão gigantesca a cada ano que passa.

Emilene Rosa Alves dos Santos (foto), natural de Uberlândia, janeiro de 1979, casada com o professor Wéverton Lima dos Santos, também especialista no assunto, mais especificamente o halterofilismo, é formada em Educação Física pela UFU e pós-graduada em Treinamento Desportivo pela Unigranrio. Emilene iniciou no paradesporto em 2006, na coordenação de esportes e professora de basquete em cadeira de rodas e ainda natação no Instituto Virtus (antiga ADD). Em 2009 fundou, junto com Wéverton e um casal de amigos, o Clube Desportivo para Deficientes de Uberlândia (CDDU) onde exerceu a função de diretora-técnica por 4 anos, e hoje é responsável pelos projetos. Em 2014, criou uma agência de viagens que ainda está ativa. Entre 2013 e 2018, esteve por duas vezes à frente da coordenação do paradesporto na Fundação Uberlandense do Turismo, Esporte e Lazer (Futel). “Em 2019 tive a honra de fazer parte da Seleção Brasileira de Halterofilismo Paralímpico, que esteve nos Jogos Parapan-Americanos, em Lima, no Peru. Hoje, além dos projetos do CDDU, estou começando a empreender na área do Marketing Digital”, disse.

Sobre o adiamento dos Jogos de Tóquio, Emilene entende que: “Em meio ao caos que o mundo vivia no momento e ainda vive, foi a decisão mais acertada, pois os Jogos Paralímpicos estariam acontecendo. Equipes e atletas agora que estão retornando aos treinamentos na Europa e se organizando para a volta aqui no Brasil (poucos já conseguiram retornar). E esta volta requer vários cuidados tendo em vista que a pandemia não está controlada e além de atletas são pessoas, são vidas que devem ser cuidadas. Vamos torcer para que daqui um ano os Jogos estejam se iniciando”, ressaltou.

Emilene não tem o número exato de atletas nas várias instituições de Uberlândia, mas o trabalho que todos realizam tem dado à cidade um destaque nacional e até internacional. O certo é que Aparu, Praia, Futel, Virtus, CDDU e outros, formam um conglomerado em favor do esporte paralímpico de Uberlândia.

Com relação a paratletas uberlandenses, “alguns já estavam com o pé em Tóquio e continuam tendo chances de se classificarem. Mateus Rodrigues de Carvalho (bocha), Eduardo Ramos Pimenta (ciclismo), Mateus de Assis e Silva e Lara Aparecida Ferreira Sullivan de Lima (halterofilismo), Rodrigo Parreira da Silva (atletismo), e na forte equipe de natação do Praia Clube também tem atletas com chances de conquistar vagas”, finalizou.

*Este conteúdo é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.



 

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