26/05/2020 às 08h12min - Atualizada em 26/05/2020 às 08h12min

DENILSON: TORCER É VIVER DOIS LADOS

ALBERTO GOMIDE
Ser apaixonado pelo esporte é maravilhoso, mas torcer pelo clube do seu coração tem dois lados: alegria e decepção. Quem afirma é o frentista Denilson Guimarães de Souza, que nasceu em Uberlândia, em abril de 1970, e desde adolescente começou a torcer pelo Uberlândia Esporte Clube.

Denilson conta que aos 15 anos foi participar da escolinha do UEC, mas chegou a necessidade de trabalhar para ajudar em casa e aí não teve como seguir na busca de uma oportunidade de jogar pelo Periquito. No entanto, continuou assistindo jogos do time, passou a ser um torcedor ferrenho do Uberlândia Esporte e até hoje, raramente, só por um motivo justo, não vai ao estádio, quando o time joga em casa. Ressalta que já foi muito e continua indo também acompanhar o Verdão em partidas fora de Uberlândia.

“Sou torcedor de coração mesmo. Se o time está mal, vou ao campo e torço para melhorar e vencer, levo meu incentivo; se está bem, vibro de alegria e fico muito feliz, participando da satisfação de todos”, afirma. Para Denilson de Souza, a maior alegria, claro, é ver o time vencer e jogar bem, mas a conquista da Taça CBF foi o principal momento vivido com o Uberlândia Esporte. Já as decepções, que nem gosta de falar, foram as péssimas campanhas que provocaram os vários rebaixamentos do time. “O Uberlândia Esporte não merece passar por situações vexatórias como estas”, comenta o torcedor símbolo.

Segundo Denilson, o Furacão Verde da Mogiana, como era chamado na época, viveu duas excelentes fases, as melhores no seu entendimento. Primeiro quando foi campeão da Taça CBF, a maior conquista do time ao longo de toda a sua história, foi fantástico. Mas, apesar de ainda garoto, ficou marcado aquele time que tinha Fazendeiro, Neiriberto, Hamilton, Dirceu Lopes, Reis, Ferreira e vários outros. “O futebol daquele time encantava a gente”.

Denilson é aquele torcedor que quer saber tudo, é fanático, e não abre mão do seu radinho de estimação que o acompanha desde ainda jovem. “Assistindo o jogo com o radinho ligado, você fica sabendo tudo, conhece os jogadores que são identificados pelo narrador, e todos os detalhes que às vezes você não consegue captar no momento do lance”, afirma.

Denilson não é apaixonado apenas pelo futebol e pelo Uberlândia Esporte Clube. Ele acompanha e gosta de várias modalidades esportivas, está sempre “por dentro” das notícias e do que aconteceu nesta ou naquela modalidade. Ele acompanha também o vôlei feminino do Praia na Superliga e vai ao ginásio assistir e vibrar com a equipe praiana, vibrando com as conquistas da equipe, além de acompanhar jogos pela televisão, principalmente quando joga fora de casa. Tanto gosta também de outros esportes, além do futebol, que acompanhava e vibrava com o basquete do Unit/Unitri, que conseguiu grandes conquistas para Uberlândia. E mais: ele é frequentador assíduo de jogos do Campeonato Amador e praticamente todos os domingos ele vai a um dos poliesportivos assistir jogos, de preferência do Luizote, do qual é torcedor.

Denilson encerra dizendo que, pelo potencial da cidade, o Uberlândia Esporte merece disputar o Campeonato Brasileiro, precisa montar um time para começar na Série D, caminhar bem e permanecer pelo menos na Série B. A cidade tem um dos melhores estádios do Brasil, grandes empresas e indústrias, um potencial econômico enorme (veja o vôlei), o time já foi campeão brasileiro – Taça CBF em 1984 –, carrega o nome de Uberlândia e não pode ficar apenas no campeonato estadual, finaliza. 
 
 

Esta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.



 
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