28/04/2020 às 09h32min - Atualizada em 28/04/2020 às 09h32min

Público ainda é pequeno no futebol

ALBERTO GOMIDE
De modo geral, o futebol brasileiro ainda tem muito para evoluir no quesito “média de público”, especialmente no Campeonato Brasileiro. Em 2019, por exemplo, o principal torneio do país do futebol teve média de 22.340 torcedores por partida. Os números estão aumentando gradativamente, mas ainda são muito tímidos.
Em contrapartida ao “geral”, há clubes que sempre levaram mais fãs aos estádios e conforme levantamento do ​Curiosidades Brasil puxaram a média para cima. Os dados mostram que um pequeno grupo de apenas dez equipes tem feito a diferença ao longo da história do Brasileirão e sido extremamente impactante no quadro coletivo. 
Conheça abaixo os clubes com o número de vezes com “maior média de público”:
Flamengo: 14 vezes (1973, 1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1987, 1989, 1992, 2007, 2008, 2009, 2018 e 2019);
Corinthians: 10 (1972, 1976, 1993, 2004, 2005, 2010, 2011, 2012, 2015 e 2017);
Atlético Mineiro: 9 (1977, 1990, 1991, 1994, 1995, 1996, 1997, 1999 e 2001);
Cruzeiro: 4 (1998, 2003, 2013 e 2014);
Bahia: 3 (1985, 1986 e 1988);
Fluminense, Internacional e Palmeiras: 2 vezes cada (2000 e 2002), (1975 e 1979) e (1978 e 2016), respectivamente;
Grêmio e Vasco da Gama: 1 vez cada (2006) e (1974).
Como era de se esperar, ​Flamengo e ​Corinthians se sobressaem em relação aos outros times. A lista mostra também a força da torcida mineira, com o Atlético Mineiro e ​Cruzeiro, e da nordestina, com o ​Bahia. O ​Fluminense, o ​Palmeiras, e o ​Internacional também corresponderam bem e foram duas vezes os maiores em média de público. Vale destacar também o ​Grêmio e o ​Vasco, e a ausência do ​São Paulo. 
 
AUXÍLIO A PROFISSIONAIS
 
Semana passada foi tida como importante para os profissionais do esporte no Brasil. Em Brasília, o Senado, por unanimidade, aprovou o substitutivo da Câmara dos Deputados que estende o auxílio emergencial de R$ 600 para várias categorias, inclusive "profissionais autônomos da educação física e trabalhadores do esporte, entre eles atletas, paratletas, técnicos, preparadores físicos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, árbitros e auxiliares de arbitragem, trabalhadores envolvidos na realização das competições".
A inclusão dos atletas no recebimento do auxílio (R$ 1.800 divididos em três pagamentos) era esperada e outras categorias também foram beneficiadas, como os artistas.
Para os congressistas, trata-se de uma decisão muito acertada. Afinal, os futebolistas foram extremamente prejudicados. E não estou falando das principais equipes, que pagam fortunas. Estudo da empresa de consultoria Ernst Young para a CBF mostra que, nos 1.443 clubes ativos no Brasil em 2019, 55 % dos jogadores recebem salário mínimo (de R$ 1.045,00).
Esse percentual é maior entre os outros profissionais do esporte. A maioria desses jogadores com remuneração baixa atua em clubes menores de seus estados e boa parte faz contratos curtos para a disputa de Estaduais que, na teoria, teriam as rodadas finais nos próximos dias.
O próximo passo é saber se os clubes terão algum benefício emergencial, como a prorrogação de prazos de pagamentos de tributos, as parcelas do Ato Trabalhista e do Profut (Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro, que permite aos clubes o parcelamento de dívidas fiscais). Se considerarmos que 80% dos profissionais do esporte recebem pouco, mais de 90% dos clubes brasileiros estão sufocados. É a opinião dos congressistas.

 
 Esta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.


 
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