23/05/2022 às 15h03min - Atualizada em 23/05/2022 às 15h03min

Em Uberlândia, preço médio da cesta básica registrado em abril compromete 55% do salário mínimo

Cepes/UFU apontou que o gasto com a cesta básica subiu para R$ 667; inflação foi puxada pelo grupo "Alimentação e Bebidas"

REDAÇÃO | DIÁRIO DE UBERLÂNDIA

Segundo dados do Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômicos-Sociais (Cepes) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), no mês de abril, o gasto médio com a Cesta Básica de Alimentos (CBA) em Uberlândia foi de R$ 667, representando um aumento de R$ 23 em comparação ao mês de março. O valor compromete mais de 55% do salário mínimo atual, que é de R$ 1.212. 

De acordo com o boletim do Índice de Preços do Consumidor (IPC), abril foi marcado pela continuação da inflação nos preços, com alta de 1,20% em relação ao mês anterior. Em março, a variação tinha sido de 1,91%, o que faz com que abril tenha ficado 0,71 pontos percentuais abaixo. Contudo, isso não significa uma diminuição de preços, mas que o aumento foi um pouco menor do que o que ocorreu no período passado.

Somando a inflação registrada em Uberlândia desde o começo do ano, o IPC se tornou 4,72% maior. Se for considerado o período dos últimos 12 meses, esse valor representa uma variação de 11,27%.

No mês de abril, entre os mais de 235 itens analisados, alguns grupos se destacaram pela elevação nos preços. O grupo de “Alimentação e Bebidas” teve dois destaques, com alta de 9,71% no item “Leite e Derivados”, e de 9,78% no item “Óleos e gorduras”. O grupo “Transporte” teve alta no item “Combustíveis (veículos)”, com variação de 4,97%. Além disso, no grupo “Saúde e cuidados pessoais” destaca-se o item “Produtos farmacêuticos”, com variação de 3,43%.

Por outro lado, houve alívio nos grupos “Habitação” e “Comunicação”. No primeiro, destaca-se o item “Energia elétrica residencial”, com queda de 8,92%. Já no segundo, o item “Telefone com Internet – pacote” registrou baixa de 3,59%. 

Conforme explicou o Cepes, o barateamento no preço da energia elétrica pode ser explicado pelo fim da cobrança da taxa de escassez hídrica, anunciado pelo governo federal, que começou a valer a partir do dia 16 de abril. Com esse marco, a conta de energia começou a vir com bandeira verde, o que significa que não é cobrado nenhum valor a mais, além do consumido. No entanto, na semana passada, a empresa TR Soluções anunciou um reajuste no preço da conta de energia, de até 12%.

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