06/08/2021 às 08h16min - Atualizada em 06/08/2021 às 11h00min

Gaeco deflagra operação que tem como alvo despachantes e estampadoras de placas em Uberlândia

Trabalhos começaram no início da madrugada; 43 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em Uberlândia, Uberaba, Patos de Minas e Janaúba

DA REDAÇÃO
Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido no Sindicato dos Despachantes do Triangulo Mineiro. Foto: GAECO/Divulgação

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou na manhã desta sexta-feira (6), a Operação Guilda. O trabalho tem como alvo empresas e empresários donos de estampadoras de placas e despachantes de Uberlândia. Mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos também em Uberaba, Patos de Minas e Janaúba. 

Segundo a legislação, despachantes não podem constituir empresas estampadoras, mas de acordo com a investigação estes profissionais abriam empresas e colocavam em nome de laranjas. O trabalho apurou ainda que é comum encontrar um despachante e uma empresa estampadora de placas lado a lado, inclusive com confusão de empregados. A finalidade é monopolizar o mercado de serviços de emplacamento em Uberlândia e região.

De acordo com o GAECO, 43 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos desde a madrugada. Sendo 40, somente em Uberlândia. Um dos alvos seria ainda o Sindicato dos Despachantes do Triangulo Mineiro. Os outros três mandados foram cumpridos em Uberaba, Patos de Minas e Janaúba, todas em Minas Gerais.

INVESTIGAÇÃO
Foram identificadas ainda pessoas físicas que constituíram, em nome próprio, diversas empresas, como estampadoras de placas e despachantes automotivos, para atuarem junto aos Departamentos de Trânsito (DETRAN), em todo o Estado de Minas Gerais, por vezes com sócios que não possuem capacidade financeira para abrir tais empresas. 

As investigações mostraram que grande parte dessas pessoas físicas “proprietárias” ou “sócias” de empresas suspeitas possuem registros de outros empregos, para além das empresas que são sócias. De acordo com o GAECO foi constatado também que as remunerações são incompatíveis com o capital social apresentado para a abertura das empresas estampadoras em que figuram como supostas sócias proprietárias. 

Os principais crimes apurados são os de associação criminosa, falsidade ideológica, corrupção passiva e ativa, prevaricação e lavagem de capitais. A operação contou com a efetiva participação de quatro promotores mineiros, 107 policiais militares, e com o apoio das unidades regionais dos GAECOs de Uberaba, Patos de Minas e Montes Claros. As apurações no Ministério Público de Minas Gerais continuam.

As investigações da Operação Guilda foram feitas paralelamente com a Operação Café Amargo, realizada no dia 15 de julho deste ano, tendo como alvo despachantes e policiais civis.
 
GUILDA
A operação foi chamada de Guilda em referência às associações que agrupavam indivíduos com interesses comuns, como negociantes, artesãos, artistas, em certos países da Europa durante a Idade Média, cujo propósito principal era proporcionar assistência e proteção mútua aos seus membros. 


*Matéria atualizada às 10h42 para acréscimo de informações.

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