16/06/2021 às 09h00min - Atualizada em 16/06/2021 às 09h00min

Após superar câncer, paratleta uberlandense disputa Jogos Paralímpicos pela primeira vez

Gustavo Carneiro começou a jogar o tênis em cadeira de rodas após ter perna amputada

DA REDAÇÃO
Brasileiro para disputar a categoria Open do tênis em cadeira de rodas | Mariana Guimarães
Mineiro de Uberlândia, Gustavo Carneiro terá um sonho realizado a partir do dia 24 de agosto quando disputará à primeira Paralimpíada em Tóquio, no Japão. Ele foi confirmado na última semana como um dos integrantes do time brasileiro para disputar a categoria Open do tênis em cadeira de rodas.
 
"O grande dia chegou, é muita emoção, essa semana recebi a informação da minha classificação para Tóquio. Um filme dos últimos 3 anos e 7 meses passou pela minha cabeça. Lembrei quando recebi a notícia que precisaria amputar a perna, pensei logo que queria jogar uma Paralimpíada, mas com o tempo vi que Tóquio seria em pouco tempo e que seria difícil conseguir me classificar entre os 40 melhores do mundo. Não desanimei, fiz o meu trabalho que era treinar muito e, graças a Deus, consegui. Tudo que fiz nesse período foi pensando em conseguir essa vaga, lutei muito, quantos treinos sozinho às 6h da manhã e a noite eu fiz, fui o primeiro a chegar e o último a sair das quadras”, comemorou o paratleta.
 
Gustavo Carneiro é o número 41 do mundo e começou a jogar o tênis em cadeira de rodas em janeiro de 2018, dois meses após ser obrigado a amputar a perna esquerda em outubro de 2017, em decorrência de um câncer.
 
"Em 2013 tive um câncer na perna esquerda, fiz cirurgia para retirar o tumor, quimioterapia e radioterapia. Em 2017 o câncer voltou e precisei amputar parte da perna esquerda", disse Carneiro que até antes da doença era praticante assíduo de esportes tendo sido campeão mineiro de tênis na adolescência, campeão brasileiro de Squash, além de maratonista. Ele conciliava os esportes com o trabalho como administrador de empresas.
 
"Decidi mudar minha vida, larguei meu trabalho para realizar um sonho: ser um dos melhores jogadores de tênis em cadeira de rodas do mundo e disputar à próxima Paralimpíada que seria Tóquio 2020. Comecei a treinar tênis em janeiro de 2018", contou. No final do primeiro ano era o 86º do mundo e terceiro melhor do Brasil.

Em 2019 foi convocado para representar o Brasil no Mundial em Israel e nos Jogos Parapan-Americano no Peru. Terminou o ano como número dois do Brasil e 35º do mundo, consequência dos três títulos em 2019 e um em 2018.


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