22/05/2021 às 12h00min - Atualizada em 22/05/2021 às 12h00min

Instituições distribuem kits alimentícios a crianças e adolescentes em Uberlândia

Pandemia afetou a mesa de famílias de baixa renda da cidade; Ação Moradia pede ajuda da população para doações

BRUNA MERLIN
ONG está entregando kits com livro de receitas para estimular atendidos | Foto: Divulgação

A pandemia do novo coronavírus tirou a oportunidade de muitas crianças e adolescentes de baixa renda de manterem uma rotina alimentar estável e saudável que era oferecida nas escolas e instituições de apoio em Uberlândia. Pensando nessa situação, as organizações estão destinando kits com alimentos a essas famílias que foram prejudicadas pelo cenário atual.

 

Em razão das normas de distanciamento social, a ONG Ação Moradia, que atende a população em situação de vulnerabilidade do bairro Morumbi e região, precisou suspender as atividades presenciais, mas inovou para continuar oferecendo atividades recreativas e auxílio aos atendidos. 

 

Há pouco mais de uma semana, a instituição lançou o projeto Kits Cozinheiros. A ação visa oferecer kits com alimentos que não estão na cesta básica, como frutas, ovos, bolachas, milho de pipoca, farinhas e outros, para as famílias de crianças e adolescentes que participam das oficinas do projeto Ação em Casa, que foi lançado há quase dois meses.

 

“O Ação em Casa fornece oficinas online para essas crianças e adolescentes, de 6 a 15 anos, com o objetivo de continuar levando conhecimento, diversão e formação para o primeiro emprego. Para complementar essa ação, resolvemos criar o projeto Kit Cozinheiro”, explicou o diretor da ONG, Oswaldo Setti.

 

O Kits Cozinheiros também acompanha um livro de receitas para estimular os beneficiados a utilizarem os alimentos e ingredientes que são entregues a eles. “Com todos esses recursos eles podem fazer um lanche da tarde como, por exemplo, um bolo de cenoura.”, complementou.

 

Para Oswaldo, essa estratégia é muito importante já que muitas crianças e adolescentes perderam a oportunidade de poder fazer uma boa refeição nas escolas e instituições. Além disso, o projeto dá autonomia e mais conhecimento a eles, principalmente aos adolescentes que muitas vezes precisam cuidar dos irmãos mais novos porque os pais estão no trabalho.

 

Os kits são entregues de 15 em 15 dias para as famílias participantes. O objetivo é que sejam entregues 150 kits semanais e, para que isso aconteça, a Ação Moradia pede a ajuda da população física e jurídica com doações, seja de alimentos ou de recurso financeiro.

 

Para ajudar, os interessados podem entrar em contato com a organização através do e-mail [email protected], pelo instagram @acao_emcasa ou @acaomordia e também pelos telefones Isabella (34)99125-9664 e 3226-6558.

 

ESEBA

A Escola de Educação Básica da Universidade Federal de Uberlândia (Eseba/UFU) também proporciona, desde 2020, a disponibilização de cestas com alguns produtos alimentícios às famílias de alunos matriculados na instituição. Neste ano, 280 famílias solicitaram apoio à organização.

 

Conforme explicou a assessora pedagógica, Núbia Silvia Guimarães, os alimentos são adquiridos através da verba pública do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) que seria destinada para a compra das merendas, caso as atividades escolares voltassem a funcionar presencialmente.

 

“Utilizamos essa verba para converter em alimentos e entregar a essas famílias interessadas que estão passando por necessidades neste momento”, complementou.

 

Ainda de acordo com Núbia, os kits alimentícios são compostos por coxa e sobrecoxa, macarrão, biscoito, farinha de trigo, polpa de fruta, ovos, orégano, tomate, cebola, banana, mamão e cenoura. “Não chega a ser uma cesta básica completa. São alguns alimentos para complementar a refeição das famílias”, frisou. 

 

Para a assessora pedagógica a ação é de extrema importância para essas famílias que perderam muito durante a pandemia. “A merenda é um direito da criança e nossa intenção é continuar oferecendo de alguma forma isso. Essas famílias precisam dessa atenção e apoio”, concluiu. 


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