20/05/2021 às 18h31min - Atualizada em 20/05/2021 às 18h31min

Uberlândia deverá ter Museu de Antropologia e Arqueologia em 2022

Espaço para a realização de pesquisas, curadoria e guarda de acervos de civilizações e culturas passadas será da UFU

FERNANDO NATÁLIO
Administração do espaço será de responsabilidade da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFU, por meio da Diretoria de Cultura I Foto: Arquivo Diário
Uberlândia deverá ter um Museu de Antropologia e Arqueologia até o ano que vem. O espaço para a realização de pesquisas, curadoria e guarda de acervos de civilizações e culturas passadas será da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e funcionará no prédio da antiga Reitoria da instituição, na Rua Engenheiro Diniz, no bairro Martins, setor central da cidade.

No fim de abril, o Conselho de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis da Universidade Federal de Uberlândia (Consex/UFU) aprovou a criação do Museu de Antropologia e Arqueologia da Universidade Federal de Uberlândia (MAnA). O local contará com acervos provenientes de pesquisas ou de doações realizadas na região definida atualmente pelo sul de Goiás, Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, norte de São Paulo e leste de Mato Grosso do Sul.

Na sequência, para finalizar o processo, o Museu deverá ser aprovado pelo Conselho Universitário (Consun/UFU). Além disso, o prédio que receberá os acervos passará por uma reforma, segundo o professor do Curso de História da UFU do Instituto de Ciências Humanas do Pontal, Aurelino José Ferreira Filho.

Ainda de acordo com o professor, os acervos serão cedidos pela Cemig, que também deverá financiar esta reforma do prédio. Esses acervos são resultantes de resgates arqueológicos desenvolvidos na construção das Usinas Hidrelétricas de Miranda e Nova Ponte, nas décadas de 1980 e 1990, localizadas, respectivamente, nos municípios de Indianópolis e Nova Ponte.

“Há cerca de três anos, o Ministério Público chamou a Cemig e propôs que ela passasse à UFU esse acervo que a Cemig mantém desde o período que o encontrou, quando construiu a usina. Atualmente, ele é mantido em Nova Ponte”, explicou Aurelino José Ferreira.

Também conforme o professor de História da UFU, após a aprovação do Consun e a reforma do prédio a ser feita pela Cemig, o terceiro e último passo para a criação do Museu será o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) dar a guarda do acervo à UFU. “Cabe ao Iphan esta autorização”, observou. “Todas essas etapas para a criação do Museu deverão levar cerca de um ano e meio para serem concluídas”, complementou. 

Também segundo o professor Aurelino José Ferreira Filho, a região do sul de Goiás, Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, norte de São Paulo e leste de Mato Grosso do Sul tem um contexto arqueológico muito importante. “Tem muitos sítios arqueológicos nessa região. É uma área em que viveram populações que deixaram importantes artefatos. Existe um rico acervo que formará o Museu de Antropologia e Arqueologia da Universidade Federal de Uberlândia”, pontuou.
 
GERENCIAMENTO
Na reunião do Consex/UFU em que foi aprovada a criação do Museu, uma minuta de resolução estabeleceu que o gerenciamento do espaço será de responsabilidade da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, por meio da Diretoria de Cultura, em articulação e cogestão do Instituto de Ciências Sociais (INCIS-UFU) e o Instituto de Ciências Humanas do Pontal (ICHPO) da UFU, denominadas Unidades Associadas.


 

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