11/03/2021 às 08h43min - Atualizada em 11/03/2021 às 08h43min

Trabalhadores do transporte público entram em greve nesta quinta-feira (11)

Classe manifesta contra o pagamento parcelado dos salários; paralisação foi anunciada pelo Sinttrurb na noite desta quarta (10)

DA REDAÇÃO
Trabalhadores do transporte público de Uberlândia iniciaram, na madrugada desta quinta-feira (11), uma greve para manifestar contra o pagamento parcelado dos salários. A paralisação foi informada pelo Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Coletivo Urbano (Sinttrurb) na noite desta quarta-feira (10).

Por meio das redes sociais, o presidente do Sindicato, Marcio Dulio de Oliveira, divulgou um vídeo informando sobre a greve. O representante ressaltou que tinha acabado de sair de uma reunião com as empresas responsáveis pelos ônibus para tentar negociar a situação dos salários.

“Mesmo com o encontro e apresentação de propostas, nós percebemos que as empresas não têm intenção de acatar ou apresentar uma proposta descente aos nossos trabalhadores”, explicou.

O presidente também pediu a compreensão e apoio da população em relação à paralisação. “É um movimento legítimo porque precisamos nos posicionar sobre essas condições”, finalizou ele.

Na última semana, os trabalhadores também paralisaram as atividades para reinvidicar o pagamento integral dos salários. Na ocasião, os motoristas estacionaram os ônibus nas pistas e pátio do Terminal Central. 

Por meio de nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Triângulo Mineiro (Sindett) e empresas de transporte urbano de Uberlândia lamenta o transtorno gerado pelo Sinttrurb, com o não cumprimento da liminar deferida pela Justiça de Trabalho.

“A liminar determinava que, ocorrendo a greve, o Sindicato dos Trabalhadores deveria garantir o funcionamento de, no mínimo, 60% da frota de transporte coletivo em Uberlândia. No caso, com o não cumprimento da liminar, será aplicada ao Sindicato a multa diária de R$ 50.000,00. Além da multa, a greve passa a ser considerada ilegal e abusiva, dando às empresas o direito de tomar medidas administrativas e legais cabíveis”, constou a nota.

As empresas informaram ainda que o não cumprimento da liminar, nesse momento crítico, é um ato irresponsável, considerando que o transporte coletivo se mantém essencial para a locomoção de trabalhadores que estão na linha de frente e para os atuam em atividades essenciais.


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