27/11/2020 às 16h14min - Atualizada em 27/11/2020 às 16h14min

Polícia Civil descarta injúria racial e classifica o caso de Samuel como lesão corporal

Vítima alegou ter sofrido racismo em estabelecimento de Uberlândia na terça (24); investigado confessou a agressão à PC

DA REDAÇÃO
Samuel Davi Vieira Bonifácio ficou internado em decorrência da agressão sofrida | Foto: Arquivo Pessoal

Após três dias de investigação, a Polícia Civil (PC) de Uberlândia descartou a possibilidade de injúria racial no caso de Samuel Davi Vieira Bonifácio, de 27 anos, que ficou gravemente ferido após ser agredido na madrugada da última terça-feira (24), em um bar no bairro Carajás. A classificação policial para o caso é de lesão corporal.

No dia do fato, a vítima alegou ter sofrido injúria racial dentro de uma distribuidora de bebidas. Em entrevista ao Diário na quarta-feira (25), Samuel confirmou que estava em frente ao estabelecimento com sua namorada, uma prima e outro amigo quando percebeu que havia perdido o celular. Instantes depois, um morador em situação de rua encontrou o objeto e devolveu a ele.

Como forma de agradecimento, Samuel pediu para que o morador em situação de rua escolhesse uma comida do comércio, pois pagaria o produto a ele. Depois disso, a vítima afirmou que um funcionário do local tentou expulsá-los. “Quando estávamos saindo do estabelecimento, eu estava de costas e senti um soco na minha nuca. Foi quando caí no chão e desmaiei. Lembro somente de algumas partes em que vi pessoas me chutando e gritando. Minha namorada e minha prima escutaram as palavras de cunho racista”, relatou Samuel.

De acordo com o delegado-chefe da Polícia Civil, Marcos Tadeu, o investigado confessou a agressão a Samuel, mas descartou a agressão por racismo. “O Samuel foi ouvido pela Polícia, assim como todos os outros envolvidos, mas não se lembra muito bem do que aconteceu. Quem falou da injúria racial foram as duas mulheres que ouviram, mas não há nenhum lastro probatório do que realmente ocorreu”, disse.

Ainda segundo o delegado, a versão do agressor é de que ele estava sentado próximo à distribuidora quando percebeu a confusão. Por estar embriagado, ele começou a discutir e acabou se envolvendo na briga. “Não tem como proceder com isso [agressão por racismo]. O investigado deu dois socos na vítima e isso gerou uma confusão”, explicou Marcos Tadeu.

A Polícia Civil tenta localizar o morador em situação de rua, tido como um dos pivôs da confusão ocasionada na distribuidora. De acordo com o delegado, a Polícia Militar (PM) tem colaborado na tentativa de encontrá-lo para que ele possa ser ouvido.



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