19/11/2020 às 08h00min - Atualizada em 19/11/2020 às 08h55min

Exposição Nacional recebe obras de artistas de Uberlândia

Coletivo Professor Artista expõe em mostra realizada em Piracicaba (SP)

IGOR MARTINS
10 artistas de Uberlândia expõem na cidade paulista até 30 de janeiro | Foto: Divulgação

Com o fechamento de galerias e museus em Uberlândia, devido à pandemia da Covid-19, o coletivo Professor Artista foi em busca de novos desafios para seguir mostrando suas artes e trabalhos poéticos. Foi aí que surgiu a oportunidade de expor na “6ª Exposição Nacional Arte sobre Caixa de Fósforos”, realizada em Piracicaba (SP).

São 83 artistas de todo o país, sendo dez de Uberlândia, incluindo Alexandra Cardoso, Dani Peruzza, Lionizia Goyá, Mara Rúbia Colli, Maria Guilhermina, Marilane Melo, Marileusa Reducino, Silvana Rocha, Soraia Lelis e Léa Zumpano, que falou com a reportagem sobre o trabalho desenvolvido junto ao coletivo.

De acordo com ela, o desenvolvimento artístico utilizou de técnicas com lápis de cor, aquarela, colagem, desenho, acrílica sem tela, fotografia, biscuit, cerâmica, literatura, arte digital, gravura, nanquim e óleo sobre caixa de fósforo. Todas as obras foram escolhidas pelo júri de seleção, composto por Viviane Gibin, Silva Dionísio e Odair Jorge Demarchi.

“Fizemos o material em uma caixa de fósforos, onde podemos conseguir muitas coisas diferentes. Tem que ser um trabalho muito delicado e cada caixa representa uma obra independente. O meu, por exemplo, é parte de um trabalho maior. Tivemos que lidar com o tamanho e suporte, não foi fácil, mas a gente gosta de um desafio”, disse.

A exposição está aberta para visitação em Piracicaba (SP), na Casa do Povoador, até o dia 30 de janeiro de 2021. O horário para contemplar as obras é de segunda a sexta, das 13h às 17h, de maneira gratuita.
 
PANDEMIA
Com o impacto da pandemia na rotina dos artistas de Uberlândia, Léa Zumpano contou sobre as atividades desempenhadas pelo coletivo Professor Artista na cidade. Segundo ela, mesmo virtualmente, as reuniões têm sido importantes para o grupo, que segue produzindo arte e cultura a todo vapor.

De acordo com a artista, o encontro virtual é bastante diferente, já que, na visão dela, os artistas gostam e precisam do contato humano com colegas e espectadores. “É muito diferente. A resposta na hora, no olhar do outro, é muito importante. A gente se acostumou com isso. Fizemos recentemente uma oficina de cerâmica online, e foi bem diferente. As relações e a conversa entre artistas são muito importantes”, relatou.

A artista de Uberlândia citou ainda o exemplo do teatro. De acordo com Léa, uma peça vista pela TV ou pela internet, para uma presencialmente, é completamente diferente. Isso, na opinião da integrante do coletivo Professor Artista, também é válido para exposições como um todo.

“O que importa para o ator é o aplauso, o contato com o público. Você se sente tocado com aquilo. Nós não estamos parados, a gente queria participar de outras coisas, porque não conseguimos mostrar aqui, por enquanto, devido ao fechamento das atividades culturais. A gente sabe que é difícil voltar agora, porque cultura envolve muita gente, e nós gostaríamos que as galerias estivessem sempre cheias”, disse.
 

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