11/11/2020 às 15h25min - Atualizada em 11/11/2020 às 15h25min

MPF denuncia médico por omissão de socorro a idoso que chegou a morrer em Uberlândia

Denúncia aponta que paciente de 62 anos estava em estado gravíssimo e teve o atendimento recusado pelo profissional no HC-UFU

DA REDAÇÃO

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou um médico do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) pelo crime de omissão de socorro. A denúncia foi feita após a morte de um paciente de 62 anos que teve o atendimento negado pelo plantonista na ocasião.

Segundo informações, no dia 30 de julho deste ano, o paciente estava internado na Unidade de Atendimento Integrado (UAI) do bairro Tibery, em estado gravíssimo, com sofrimento intenso devido a um edema agudo de pulmão, dor no abdômen, com suspeita de peritonite, além de insuficiências respiratória e cardíaca não especificadas.

No mesmo dia, o idoso foi encaminhado na "vaga zero" para o HC-UFU. De acordo com o Conselho Federal de Medicina, a vaga zero é um "recurso essencial para garantir acesso imediato aos pacientes com risco de morte ou sofrimento intenso, devendo ser considerada como situação de exceção e não uma prática cotidiana na atenção às urgências". 

De acordo com a denúncia, o médico plantonista do hospital responsável pelo atendimento se recusou a receber o paciente, devolvendo-o à UAI Tibery sem realizar qualquer avaliação clínica. Ainda conforme a denúncia, o profissional de saúde "sequer teve o cuidado de apalpar a barriga do paciente para verificar um possível quadro de infecção do peritôneo".

Desta forma, os familiares do paciente acionaram o MPF e relataram que o médico plantonista havia apenas analisado as radiografias e devolvido o idoso ao posto de saúde municipal. Na época, o MPF ajuizou uma ação civil pública com pedido urgente de liminar requerendo que o paciente fosse recebido imediatamente pelo HC-UFU, único local na rede pública de Uberlândia para tratamento da patologia.

Entretanto, antes que a ação fosse analisada, o idoso de 62 anos acabou morrendo um dia depois, em 31 de julho, sem ter recebido o devido atendimento.

O MPF acredita que o médico "cometeu o crime de omissão de socorro, porque, de forma livre e consciente, deixou de prestar assistência à pessoa em grave e iminente perigo, com o agravante de que, da sua omissão, resultou a morte do paciente".

O nome do médico não foi divulgado, pois a reportagem tenta contato com a defesa do mesmo para assim fazer a citação.


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