28/10/2020 às 08h49min - Atualizada em 28/10/2020 às 08h49min

Imunização contra Poliomielite em Uberlândia está abaixo da meta

Aproximadamente 22 mil crianças ainda precisam receber a dose; campanha segue até a próxima sexta (30)

DHIEGO BORGES
Cobertura vacinal contra a doença está em apenas 35% | Foto: Araípedez Luz/SECOM/PMU

Aproximadamente 22 mil crianças ainda precisam receber a dose de reforço contra a Poliomielite em Uberlândia. Com apenas 35% da cobertura vacinal realizada até o momento, a Campanha Nacional de Multivacinação segue até a próxima sexta-feira (30) em 74 salas de imunização que estão sendo disponibilizadas para atender a comunidade nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Atendimento Integrado (UAI).

A meta da campanha, de acordo com a Prefeitura de Uberlândia, é imunizar 33.695 crianças com faixa etária entre um ano a menores de 5 anos. Outro objetivo é verificar os cartões de vacina de 130 mil crianças e adolescentes de 0 a 14 anos. Segundo a coordenadora do Programa de Imunização, Cláubia Oliveira, até a última sexta (23) foram vacinadas 11.840 crianças, mas o número ainda está bem abaixo do esperado.

“Estamos muito preocupados com a baixa cobertura vacinal e com um possível retorno da Poliomielite e de outras doenças. No ano passado, tivemos ocorrências, por exemplo, de Sarampo. Em Uberlândia foram em torno de 20 casos. Então, é importante que a gente mantenha a vacinação, pois a doença pode levar à morte e até gerar complicações”, afirmou Cláubia.   

Segundo dados do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI), a cobertura vacinal em Uberlândia neste ano está menor do que em 2019. Até o primeiro semestre deste ano, apenas duas vacinas, sendo a tríplice viral e vacina tríplice bacteriana (DTP), estão com a meta acima de 90%. Para se ter ideia, em 2019, nove delas estavam com a cobertura acima deste índice.

A coordenadora do Programa de Imunização acredita que por conta da pandemia os pais tenham se descuidado do risco oferecido pelas demais doenças. “Com o isolamento social, acredito que os pais ficaram muito preocupados com a Covid-19 e por isso houve uma queda no crédito para as demais doenças. Hoje, o que mais queremos é uma vacina contra o coronavírus, mas os pais precisam se conscientizar da importância de manter o cartão de vacina dos filhos em dia para não ocorrer um surto das demais patologias”, destacou Cláubia Oliveira.

Para tentar diminuir o déficit, a Prefeitura tem adotado algumas ações desde o início do mês. Uma delas foi estender o horário de vacinação de duas Unidades Básicas de Saúde, nos bairros Tocantins e Brasil, além das Unidades de Atendimento Integrado, que estão realizando a imunização de 8h às 20h. Outra iniciativa foi o “Dia D”, realizado no último dia 17 nos terminais de ônibus. Segundo a responsável pelo programa de imunização, somente com a ação foram vacinadas 2.500 crianças. A Secretaria de Saúde também tem realizado a imunização em alguns domicílios.

Cláubia destacou também que, neste ano, a vacina ACWY, que protege contra quatro tipos de Meningite, está sendo oferecida na rede pública. Devem ser imunizados adolescentes com idade entre 11 e 12 anos. Ainda segundo a coordenadora, adultos entre 20 e 49 anos também precisam procurar as unidades de saúde para receber uma dose da vacina contra o Sarampo, mesmo que o cartão esteja em dia.  

As salas de vacina estão abertas de segunda a sexta-feira. Nas Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF) o funcionamento é das 7h30 às 16h30. Já nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), o atendimento acontece das 7h30 às 18h. Nas Unidades de Atendimento Integrado (UAI) e Unidades Básicas de Saúde dos bairros Tocantins e Brasil, o horário é das 8h às 20h.


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