27/10/2020 às 09h15min - Atualizada em 27/10/2020 às 10h18min

Adriano Zago (PDT) abre série de entrevistas com candidatos a prefeito

Sequência foi definida por ordem alfabética. Amanhã (28) será a vez de Arquimedes Ciloni (PT)

SÍLVIO AZEVEDO
Adriano Zago tem 47 anos, é advogado e vereador pelo terceiro mandato| Foto: Gravaton/Divulgação

O Diário de Uberlândia começa nesta semana uma série de entrevistas com os candidatos a prefeito de Uberlândia.  Foram elaboradas nove perguntas e encaminhadas aos comitês eleitorais com prazo de resposta até o último domingo (25), sendo respondidas por todos e os materiais serão publicados diariamente, de hoje (27) até sexta-feira (6/11) nas versões impressa e online.

A sequência de publicação das entrevistas foi definida pela produção do jornal e informada aos candidatos, sendo optada a ordem alfabética como critério. O primeiro é Adriano Zago (PDT), seguido por Arquimedes Ciloni (PT), Edilson Graciolli (PC do B), Felipe Attiê (PTB), Gilberto Cunha (PSTU), Odelmo Leão (PP), Placidino Stábile (MDB), Thiago Fernandes (PSL) e Wallace (PSOL).

Também ficou decidido que caso Lourival Santos (MDB) reverta na Justiça a decisão que deu a Stábile o direito de ser o candidato pelo partido, ele terá seu espaço garantido, já que a equipe respondeu aos questionamentos dentro do prazo estabelecido.

Nascido em Uberlândia, Adriano Zago tem 47 anos, é advogado e vereador pelo terceiro mandato. Já foi candidato a deputado federal e disputa a eleição majoritária municipal pela primeira vez. Ele disse que acredita na sua vocação política, pois entende que a atuação como agente político pode transformar a sociedade.

Adriano encabeça a chapa majoritária “Por uma Uberlândia mais justa”, composta pelo PDT/SOLIDARIEDADE/PROS/PSB, e tem como vice a professora aposentada da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Sônia Maria dos Santos.
 
Como é baseado o seu projeto de governo para Uberlândia entre 2021 e 2024?
Nosso Projeto Municipal de Desenvolvimento e Sustentabilidade foi construído com base em cinco agendas de desenvolvimento que propõem uma gestão sistêmica e inovadora. São ações imediatas e a longo prazo, pois precisamos pensar a cidade para as gerações futuras, tendo como ponto de atenção os principais desafios do Século XXI: mudanças climáticas, crescimento populacional, imigração, escassez dos recursos naturais e desigualdades sociais. Portanto, nosso plano foi estruturado nas seguintes agendas: as agendas da Gestão (que engloba a gestão pública, governança participativa, planejamento, comunicação interinstitucional e a comunicação social); da Economia (inovação, trabalho, sustentabilidade e ciência); a Físico-territorial (urbanismo, infraestrutura, habitação, mobilidade, obras e meio ambiente); Social (saúde, assistência social, saneamento, segurança e igualdade); e a agenda da Educação (envolve cultura, esportes, lazer e turismo).
 
Quais as expectativas para governar uma cidade do porte de Uberlândia em um período final e pós-pandemia?
Vamos precisar de inovação e criatividade, e de união de esforços contínuos para superarmos inteligentemente esse momento. A prioridade no início será com a saúde da população e a questão do desemprego que se agravou na pandemia. Seguiremos firmes na testagem da população, para controlar a situação, e investir na vacinação em massa, assim que tivermos a certeza de uma vacina comprovadamente eficiente. Crianças, idosos e pessoas de risco terão prioridade, bem como profissionais da saúde e da educação.
 
Quais são as suas propostas para recuperar a economia do Município?
O caminho econômico será o de estimular a diversificação dos processos produtivos, em especial com uma retomada ambientalmente focada na produção e distribuição de renda. Para que isso aconteça, o poder público precisa facilitar a vida do cidadão e das empresas. O que propomos no nosso plano é uma revolução digital na Prefeitura, automatizando as rotinas com o uso de inteligência artificial, big date, desburocratizando os processos, acelerando o tempo de liberação de alvarás, enfim, todos os serviços públicos estarão ao alcance das pessoas com um simples click em seu celular ou aplicativo. Também iremos facilitar o empreendedorismo local, ofertando cursos de capacitação para que as empresas locais não fechem as portas nos primeiros anos de vida, além de implantar coworking público e laboratórios de fabricação de produtos digitais (Fab-labs) nos bairros e distritos.
 
A Saúde é uma das pastas que mais recebe recursos e, também, motiva muitas reclamações por parte dos usuários do sistema público, especialmente quanto ao déficit de leitos. Como diminuir essa insatisfação e melhorar a qualidade dos atendimentos nas unidades de saúde?
Primeiro é preciso organizar toda a rede municipal de saúde. Hoje, boa parte das pessoas que procuram uma UAI poderia ser atendida num posto de saúde mais perto de casa. Por isso, vamos investir pesado na atenção básica e para que a cobertura das equipes do Programa Saúde da Família chegue a 100% da população. Sobre os leitos, temos um déficit de pelo menos 300 leitos de internação, o que pode ser amenizado com a ampliação do Hospital Municipal e a viabilidade de construção de um Hospital Regional. Também iremos aderir ao Samu, pois já está comprovado que cerca de 70% dos atendimentos são resolvidos no próprio local de resgate, ou seja, ajudando a desafogar os hospitais.
 
A Educação também figura entre os segmentos mais importantes na gestão pública. Quais as principais ações do seu governo propostas para o segmento?
Teremos em Uberlândia a Escola 360 que é a gestão compartilhada das unidades. Esse programa consiste em abrir as escolas 360 dias do ano, ou seja, aos finais de semana e feriados a comunidade é que irá ocupar esses espaços. Os professores e demais funcionários terão suas folgas respeitadas normalmente. A ideia é que ONGs, instituições e voluntários utilizem as escolas como espaço de convivência, socialização para a prática de atividades culturais, pedagógicas, esportivas, recreativas e prestação de serviços.
 

 Professora aposentada pela UFU, Sônia Maria dos Santos, é vice na chapa de Zago pelo PDT | Foto: Gravaton/Divulgação

Os setores cultural e esportivo têm sido alguns dos mais afetados pela pandemia da Covid-19. Como auxiliar na retomada e fomentar áreas que, há muito, já vêm sofrendo com cortes de investimentos em todos os âmbitos da Administração Pública?
Antes da pandemia, o setor cultural já sofria com a falta de oportunidades e espaços. Vamos mudar isso, começando por uma ampla revisão no Plano Municipal de Cultura e a ampliação do PMIC. É preciso abrir os espaços públicos para que os artistas se apresentem, evidente que tomando os cuidados sanitários que o momento exige, ter regras mais simples para utilização dos teatros e dar voz à classe para que tenha suas propostas e ideias contempladas. No esporte, vamos implantar o Plano Municipal de Desportos e Lazer Comunitário, ampliando as atividades e os equipamentos públicos para a prática esportiva. Outra ação é o projeto Atletas Educadores, que é o aproveitamento de profissionais de alto desempenho para ministrar palestras e conferências pela cidade visando incentivar a prática esportiva e a revelação de talentos.
 
Muitos especialistas indicam a urgência de Uberlândia passar a contar com um plano de mobilidade urbana efetivo diante ao crescimento exponencial da cidade. Em seu governo, como o planejamento de tráfego e melhorias no transporte urbano serão tratados?  
Nosso plano de governo contempla a criação do Plano Municipal de Mobilidade Urbana, que prevê, entre outros itens, um sistema de mobilidade urbana que priorize os modais de transporte coletivos, utilização de frota não poluente, integração do SIT com os demais modos de transporte utilizados pela população, como a bicicleta e os veículos individuais. Também é imprescindível a revisão do Plano Diretor para que possamos avaliar a viabilidade de migrar para um sistema de veículo leve sobre trilhos (VLT) num futuro próximo.
 
O candidato gostaria de comentar alguma outra proposta de área específica não tratada nos questionamentos anteriores? 
Uberlândia é uma cidade próspera, de gente empreendedora e que merece a atenção do poder público, independente do setor. Nós nos comprometemos a ter um olhar para toda a cidade e a fazer um governo de fora para dentro, ou seja, ouvindo as pessoas, os segmentos representativos, pois nosso plano é aberto e, portanto, sujeito à modificações e sugestões que contribuam para o desenvolvimento de Uberlândia.
 
Considerações finais: por que você acredita que seu plano de governo é melhor do que o dos demais candidatos?
Nosso plano não tem a pretensão de ser melhor do que os demais apresentados. Acredito que cada candidato tenta dar a sua contribuição, assim como os prefeitos que assumiram o cargo até hoje o fizeram. O que posso garantir é que temos um plano de governo inovador, sistêmico e sustentável, com ações para tornar Uberlândia a cidade mais inteligente do Brasil, a mais transparente, uma cidade mais verde e mais humana.

SERVIÇO
Número na urna:
12
Chapa: 
Por uma Uberlândia mais justa - PDT/SOLIDARIEDADE/PROS/PSB
Instagram: @adrianozagooficial
Facebook: adrianozagooficial
Site: adrianozago.com.br
YouTube: Adriano Zago


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