14/08/2020 às 08h00min - Atualizada em 14/08/2020 às 08h00min

Banda uberlandense lança primeira música da carreira

“What I want to hear”, da Lunar Tokens, está disponível nas principais plataformas digitais

IGOR MARTINS
Fiel ao indie rock, quarteto quer tornar Uberlândia um polo do estilo musical | Foto: NJFOT_OS/Divulgação

O cenário musical de Uberlândia contempla uma enorme variedade de estilos musicais. Em bares, restaurantes e casas noturnas espalhadas pela cidade, rock, samba, pagode, sertanejo e pop estão presentes e podem ser apreciados por quem gosta de música, e com o município cada vez mais em evidência no setor cultural, várias bandas e artistas têm surgido com novas ideias, melodias e ritmos.

A Lunar Tokens é um desses grupos que chegou recentemente ao cenário musical da cidade. Formada por Gabriel Caixeta (guitarra e vocal), Marco Antônio Rodrigues (guitarra solo), Felipe Sousa (bateria) e Breno Reis (baixo), a banda surgiu ainda em abril deste ano e já lançou a sua primeira música, “What i want to hear”, disponível no YouTube, Deezer, Apple Music, iTunes, Tidal, Spotify e Amazon Music.

Com um estilo fiel ao indie rock, a história da Lunar Tokens começou no início do ano, quando Caixeta, anteriormente em outra banda, se apresentou no London Pub. A performance rendeu um papo com Marco Antônio Rodrigues, que na época também era integrante de um outro grupo musical, ao lado de Felipe.

“Nós conversamos muito sobre música depois do show. Ele estava no London. Conheci o Breno depois e nós nos juntamos. Eu já tinha a ideia de ter uma banda, com músicas autorais que compus. A letra da ‘What I want to hear’ já estava pronta, e os meninos me ajudaram muito na parte instrumental”, disse o vocalista.

De acordo com os integrantes da banda, a Lunar Tokens foca suas produções musicais em evolução. Com uma base do indie, todos acreditam que um dos lados positivos do grupo é o fato de cada um já ter tocado em outras bandas com estilos completamente diferentes.

Confira "What I want to hear" abaixo:



 
FUTURO
Ainda no início da carreira musical, os membros da banda uberlandense, que têm entre 16 e 18 anos, têm trabalhado para gravar mais músicas e começar a realizar shows, assim que ocorrer a retomada consciente do setor de eventos em Uberlândia.

Até a publicação desta reportagem, “What I Want to Hear” tinha mais de 700 visualizações no YouTube em menos de uma semana de exibição na plataforma. “Nós dependemos muito do público e do que a galera vai achar da música. Mas de uma forma geral, temos recebido feedbacks muito bons, só críticas positivas”, disse Gabriel Caixeta.

Mesmo com as dificuldades impostas pela pandemia da Covid-19, a Lunar Tokens tem se organizado para gravar outras músicas e continuar seus ensaios. Eles anteciparam que cerca de 11 produções já estão prontas para serem gravadas. O baixista Breno Reis, inclusive, afirmou que todas as reuniões do grupo têm ocorrido seguindo as regras de distanciamento social.

“É um desafio muito grande ter uma banda nessa idade, ainda mais envolvendo esse contexto social inteiro. Apesar disso, botamos muita fé que podemos usar isso a nosso favor”, relatou o baterista Felipe Sousa, acrescentando ainda que precisou reagendar alguns dos ensaios por conta da retomada de suas aulas no ensino médio.
 
O AUTORAL
Questionados sobre as dificuldades e os desafios de se fazer música autoral, especialmente em inglês, os integrantes da Lunar Tokens acreditam que o autoral permite que grupos musicais sejam mais reconhecidos por fazerem suas próprias músicas, diferentemente de bandas focadas em cover.

Um dos pontos ressaltados por Marco Antônio Rodrigues está na possibilidade de fazer mudanças e dar a cara da banda naquela produção. “Quando nós fazemos música autoral, nós enjoamos de cover. É algo mais maleável, que você pode mudar e fazer o que quiser. O som autoral dá liberdade para nós nos expressarmos através da música”, disse.

À reportagem, Felipe Sousa afirmou que o objetivo principal da Lunar Tokens é tornar Uberlândia um polo do rock. “Vendo esse crescimento de shows, principalmente de artistas importantes, é algo muito bom para nós, e é um começo do nosso objetivo. O rock tem chance de voltar a ser o principal estilo musical de Uberlândia, do Brasil e do mundo”, falou o músico.



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