12/08/2020 às 15h57min - Atualizada em 12/08/2020 às 15h57min

Manifestação cobra retomada de eventos em Uberlândia

Ação realizada na praça cívica da Prefeitura pede retorno consciente do setor na cidade; ofício foi entregue à Câmara com sugestões

IGOR MARTINS

Uma manifestação foi realizada na tarde desta quarta-feira (12), na praça cívica da Prefeitura, pedindo providências para a retomada consciente do setor de eventos em Uberlândia. O movimento “Roda Case” tem como objetivo chamar a atenção do Município e da Secretaria Municipal de Cultura no que diz respeito ao auxílio à classe artística local.

O protesto reuniu vários cases, que foram colocados bem de frente à sala do prefeito Odelmo Leão, sem aglomeração de pessoas, conforme as diretrizes governamentais impostas na cidade em relação ao enfretamento à Covid-19

De acordo com Leonardo Damaceno, organizador do protesto pacífico, a manifestação pede que o Município autorize o setor de eventos a retomar as atividades em Uberlândia. “Por que um restaurante pode ficar aberto e um evento com as devidas precauções não? Nesta semana teve a retomada de alguns bares, onde pessoas estão uma do lado das outras, sem a utilização de máscaras”, relatou.

Proprietário de uma empresa produtora de eventos, Damaceno citou a retomada do setor em países como Itália e Portugal e afirmou que os protocolos de segurança em eventos são muito maiores quando comparados a estabelecimentos como restaurantes e bares.
 
OFÍCIO
À reportagem, Leonardo Damaceno afirmou que entregou ao presidente da Câmara, Ronaldo Tannús (PL), um ofício que será encaminhado ao prefeito Odelmo Leão e à Secretaria Municipal de Cultura com reivindicações e sugestões para a retomada do setor em Uberlândia. “O nosso movimento tem 265 pessoas de eventos. Estamos sem apoio e temos passado por muitas dificuldades durante a pandemia”, disse.

Por fim, Damaceno agradeceu a ajuda de entidades, mas pediu maior atenção das autoridades em relação às pessoas diretamente envolvidas no mundo artístico. “O maior prejuízo para essas pessoas é de não ter trabalho. Cestas básicas e grandes associações, como o SOS Graxa, ajudaram muito. Mas não só de cesta básica essas pessoas vivem. Muitas pessoas não conseguem pagar o aluguel e muitos de nós, empresários, temos que mandar funcionários embora”.

O Diário entrou em contato com a Prefeitura para saber do posicionamento do Município em relação às reivindicações do setor. Em nota divulgada, a Prefeitura afirma que "a definição de quais setores podem atuar ou não durante a pandemia é do Comitê Extraordinário Covid-19 do Governo de Minas, por meio do programa Minas Consciente. Os protocolos de combate ao coronavírus de todo o Brasil e do mundo inteiro estabelecem o setor de eventos como um dos últimos a poderem retomar as atividades devido ao alto risco de transmissão do vírus."

O Diário entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde e aguarda posicionamento sobre o caso.



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