22/05/2020 às 13h05min - Atualizada em 22/05/2020 às 13h05min

​Vereadora Pâmela Volp é cassada pela Câmara de Uberlândia

Parlamentar respondia por quebra de decoro ao ser alvo da operação Má Impressão; julgamento ocorreu nesta sexta-feira (22)

SÍLVIO AZEVEDO
A vereadora afastada Pâmela Volp (PP) foi a 14ª parlamentar cassada pelo Plenário da Câmara em 2020, e a 13ª por quebra de decoro parlamentar após ser denunciada pelo Gaeco na Operação Má Impressão por uso de notas fiscais ideologicamente falsas para receber verba indenizatória.

Nesta sexta-feira (22), antes do início do julgamento, o advogado de Pâmela, Rogério Inácio de Oliveira, pediu o adiamento da sessão para a segunda-feira (25), mas o pedido foi indeferido pela mesa diretora. Depois da leitura do parecer da comissão processante e o uso da palavra por parte de vereadores, Pâmela e seu advogado fizeram o uso do tempo destinado para manifestação final.

Em quase 1h30 de argumentações, Rogério contou casos de erros do judiciário e seus membros acusados de corrupção, para justificar que todos são suscetíveis a erro, mas, de forma irônica, que o Gaeco não.

O advogado ainda citou a prisão da vereadora Jussara Matsuda, presidente da comissão processante, que teve o inquérito arquivado após comprovar a utilização da verba indenizatória e a licitude do dinheiro encontrado em sua casa, questionando a origem, e disse que a parlamentar não queria que o valor não fosse rastreado pois, em suas palavras, “se quisesse estaria em um banco”.

A vereadora pediu direito de resposta e apresentou um documento do Ministério Público atestando a licitude do dinheiro encontrado em sua casa, que seria proveniente do trabalho de médica e empresária, que exerce há 40 anos.

Em seguida houve a votação que culminou na cassação de Pâmela, por 20 votos favoráveis e 5 abstenções (Antônio Carrijo (PSDB), Gláucia da Saúde (PSDB), Minéia do Glória (PP), Pastor Átila (PP) e Wilson Pinheiro, do PP). Ronaldo Tannús, presidente da Câmara e Cleyton César (PP), suplente, não votaram.

Após a sessão, Pâmela Volp continuou alegando inocência e dizendo que foi condenada injustamente com a perda do mandato. “Sei que sou inocente e irei provar que não fiz nada ilícito. Trabalhei com honestidade nessa casa e não é depois de 53 anos que vou sujar minha vida”.

Pâmela ainda afirmou que irá recorrer da decisão da Câmara alegando erros processuais e desrespeito a muitos prazos. “Ainda vou mostrar a todos que sou inocente”, disse.

Quem assume a vaga de titular deixada por Pâmela Volp é Cleyton César (PP) que era efetivo após a cassação de Wilson Pinheiro (PP) em março, mas como o vereador Wilson Pinheiro conseguiu liminar e retomou o mandato, Cleyton voltou a ser suplente, assumindo a titularidade pela segunda vez.



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