14/05/2020 às 12h13min - Atualizada em 14/05/2020 às 12h13min

Vereadores Ronaldo Alves e Vilmar Resende são cassados pela Câmara de Uberlândia

Parlamentares foram acusados por quebra de decoro parlamentar após serem alvos da operação Má Impressão

SÍLVIO AZEVEDO
Sessões de julgamento dos dois parlamentares ocorreram nesta manhã (14) | Foto: CMU/Reprodução

Os vereadores Ronaldo Alves (DC) e Vilmar Resende (PP) tiveram os mandatos cassados após sessão de julgamento realizada na Câmara Municipal de Uberlândia na manhã desta quinta-feira (14). Os parlamentares foram acusados por quebra de decoro parlamentar após denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) na operação Má Impressão, que apurou desvios dos recursos da verba indenizatória.

Para o vereador ser cassado, a denúncia deve ter 2/3 dos votos favoráveis, ou seja, 18 dos 27 parlamentares, sendo que o presidente da Casa e o suplente, parte interessada, não votam. O primeiro a ser julgado foi Ronaldo Alves, que não compareceu à sessão e foi representado pela advogada dativa Francismeire Pereira dos Santos.

Após a leitura da conclusão do parecer da comissão processante, 24 vereadores votaram pela cassação e uma ausência. Quem assume a vaga é Eduardo Moraes (PSC). 
“Para mim não vai mudar nada, somente o título. Então vamos continuar o trabalho que já vem sido desenvolvido desde fevereiro, que é o nosso dever de fiscalizar e apresentando projetos que beneficiem o povo de Uberlândia”.

Em seguida houve o julgamento de Vilmar Resende, que também não compareceu e nem constituiu defesa, sendo representado pela mesma defensora dativa. Após o rito de leitura do parecer da comissão, a denúncia foi aceita por 24 vereadores e uma ausência. A vaga será ocupada pelo suplente Tunico (PL). “Já passei por aqui durante 16 anos e sempre tive pelo serviço publico um apreço muito grande. Vou continuar trabalhando para pleitear uma eleição. Nunca me considerei um suplente, mas um servidor do povo”.

Além do mandato, os vereadores cassados perdem os direitos políticos por oito anos. 
Até o momento, o Legislativo cassou doze vereadores alvos das investigações do Ministério Público Estadual (MPE). Já perderam o mandato Juliano Modesto, Alexandre Nogueira, Rodi Borges, Vico Queiroz, Ceará, Doca Mastroiano, Wender Marques, Isac Cruz e Baiano, além de Ronaldo Alves e Vilmar Resende. Wilson Pinheiro também foi cassado, mas conseguiu suspender os efeitos da cassação na Justiça e retomou o cargo. 


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