28/03/2020 às 11h20min - Atualizada em 28/03/2020 às 11h20min

Partidos ventilam nomes para as Eleições Municipais 2020

Até o momento, seis nomes despontam como possíveis pré-candidatos à Prefeitura de Uberlândia

SÍLVIO AZEVEDO
A pouco mais de seis meses do primeiro turno das eleições municipais, o cenário político de Uberlândia segue se movimentando, com pelo menos seis pré-candidatos a prefeito. Um dos nomes cogitados é o de Odelmo Leão (PP), que tentaria a reeleição. Os outros são os vereadores Adriano Zago (MDB) e Edilson Graciolli (PC do B), o médico e ex-deputado federal constituinte, Chico Humberto (PTB), além do ex-reitor da Universidade Federal de Uberlândia, Professor Arquimedes (PT), e o empresário e ex-secretário municipal de Habitação e Meio Ambiente na gestão Virgílio Galassi, Ivan Pereira (Podemos).

As confirmações dos nomes e do restante da composição das chapas, com os vices e os candidatos a vereador, só serão conhecidas após as convenções partidárias, que deverão acontecer entre os dias 20 de julho e 5 de agosto, com os registros de candidaturas protocoladas na Justiça Eleitoral até 14 de agosto, via internet, e 15 de agosto por meio físico.

MUDANÇA DE LEGENDA
Em seu terceiro mandato consecutivo como vereador, Adriano Zago disse com exclusividade ao Diário de Uberlândia que deve deixar o MDB e ser o candidato a prefeito pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT). A mudança partidária já está encaminhada, mas o vereador afirmou que as eleições agora estão em segundo plano em função do momento de enfrentamento ao novo coronavírus. 

“Já defini que estou de saída do MDB para me filiar ao PDT, ainda dentro dessa janela partidária, em nome de um projeto maior para a cidade. Foram quase dez anos no partido e agradeço aos diretórios municipal, estadual e federal do MDB. No entanto, há cerca de um ano, estamos construindo uma frente ampla de partidos, com o PDT me dando a oportunidade de futuramente entrar na disputa à Prefeitura de Uberlândia nessa nova convergência”, disse Zago.  

O vereador ressalta que esse não é um projeto pessoal. "Reforço que a cidade merece uma opção de combate à corrupção generalizada que tomou conta da cidade e que é exemplificada pelas prisões e cassações de lideranças ligadas ao atual governo. Essa é a principal razão pela qual coloquei meu nome à disposição”, concluiu.

PT VOLTA À DISPUTA
O Partido dos Trabalhadores (PT) deve lançar o ex-reitor da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Professor Arquimedes Diógenes, como candidato. Segundo o presidente do diretório municipal da legenda, Abraão Nunes, Arquimedes foi nome de consenso entre os correligionários. 

“O nome do professor Arquimedes foi um consenso entre os companheiros e companheiras que também colocaram o nome à disposição do partido. É um nome que tem respaldo na sociedade, foi reitor da UFU duas vezes, o único reeleito, e que está com muita disposição de fazer campanha”.

A respeito da formação de alianças, Abraão disse que as conversas estão acontecendo com outras legendas. “Estamos dialogando com alguns partidos. Nós vamos sair com candidato a prefeito e estamos discutindo se vamos tentar fazer alguma aliança, ou não, se vamos ter uma chapa completa com candidatos a vereadores e trabalhar no sentido de fazer uma boa campanha e divulgar bem o nosso trabalho”.

Sobre a participação do ex-prefeito Gilmar Machado no processo, Abraão informou que o nome dele chegou a ser lembrado, mas por decisão própria, Gilmar não será candidato nessas eleições.

REVOLTA E A VOLTA
Atualmente morando em Brasília (DF), o médico e ex-deputado federal constituinte Chico Humberto (PTB) estava aposentado da política até que viu Uberlândia exposta em rede nacional com o caso dos vereadores presos na Operação Má Impressão, em dezembro do ano passado. Foi quando resolveu que era hora de usar a experiência para, segundo ele, trazer a credibilidade de volta a sua terra natal. 

“É um absurdo o que fizeram com Uberlândia. A cidade não merece a conotação que recebeu de ‘a capital da corrupção’. Aquilo me revoltou tanto e comecei a receber convites para voltar. Foi aí que resolvi colocar meu nome à disposição”.

Com histórico político como Deputado Federal Constituinte, Chico Humberto acredita que pode fazer mais por Uberlândia. “Minha capacidade já foi testada uma vez que estive na Prefeitura, ajudando o Virgílio Galassi, fui Deputado Federal Constituinte, representava a região, puxei muita verba para a cidade. Tenho serviço para mostrar”.

Chico Humberto acredita que o partido lhe dará suporte para uma campanha vitoriosa, com apoio da liderança local de Felipe Attiê. 

PROJETO PARTIDÁRIO
Anunciado como pré-candidato a prefeito pelo Partido Comunista do Brasil (PC do B) em dezembro do ano passado, o professor universitário e vereador Edilson Graciolli mantém a posição do partido, mesmo assumindo uma cadeira na Câmara Municipal após a renúncia da vereadora Flávia Carvalho.

“Estou a serviço de um projeto político mais amplo do meu partido. Um projeto político de um debate de frente ampla. Nesse sentido, entendemos que minha pré-candidatura cumprirá um papel de fazer um debate político em defesa do desenvolvimento, da soberania nacional”. 

Outro fator que levou o PC do B a manter a pré-candidatura é a dificuldade que partidos terão para atingir o coeficiente eleitoral, devido a proibição de formação de coligações para cargo proporcional, como vereador, além de enxergar a necessidade de mudanças no poder Executivo.

Para essa eleição, Graciolli informa que o diretório estadual definiu que o Fundo Eleitoral será compartilhado entre as cidades que poderão ter segundo turno, como é o caso de Uberlândia, dando mais condições de fazer uma campanha competitiva.

POLÍTICA NO SANGUE
Outro pré-candidato a prefeito é o empresário Ivan Pereira, que vem de uma família envolvida com política. Seu avô, Raul Pereira de Rezende, foi presidente da UDN, Arena e PDS por 30 anos consecutivos. 


Ele fez a maioria das eleições do Virgílio Galassi. Quando o sogro do Virgílio, Nicomedes Alves dos Santos, foi prefeito, meu avô foi vereador dele. Quando meu avô foi prefeito, seu Virgílio foi vereador dele. E quando seu Virgílio foi prefeito, eu seria vereador dele, mas logo após  tomar a posse, fui nomeado secretário de habitação e meio ambiente”.


Como secretário, entre 1989 e 1992, Ivan disse que entregou cerca 12 mil casas populares para famílias de diversos bairros, como São Gabriel, Aurora, São Jorge IV, Paineiras, Laranjeiras, Guarani, Mansour e Morumbi. “Fomos número um do Brasil. Conseguimos fazer uma casa no custo de 600 UPFs, menor, então não tinha correção exorbitante do saldo. Foi um plano de sucesso”.

O retorno à vida política vem acompanhado de diversos grupos políticos da cidade, entre eles, o Somos Todos Vereadores, criado em 2018 e que conta com diversos empresários e profissionais liberais. 

REELEIÇÃO
Mesmo com o nome de Odelmo Leão ventilado como o possível pré-candidato pelo Partido Progressista (PP), a executiva municipal não confirma a candidatura do atual prefeito e diz que vai esperar o início do processo eleitoral, determinado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Estamos trabalhando na governança da cidade. Não pensamos em eleição nesse momento, até porque ela se dá pelo calendário oficial eleitoral. Por enquanto estamos preocupados em administrar bem a cidade”, explicou a presidente do PP em Uberlândia, Ana Paula Junqueira.

O problema de saúde mundial, com o combate ao coronavírus, é outro fator que justificaria o adiamento oficial da decisão sobre a candidatura à reeleição de Odelmo Leão. “Ainda tem a questão da saúde, da Covid-19, que é uma pandemia e temos que ficar atentos. Estamos trabalhando pela cidade. Eleição vamos discutir no período eleitoral. Estamos deixando tudo para a hora certa e a legislação determina. Estamos só administrando a cidade nesse momento. Essa é uma atitude responsável”, disse.









 
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