23/12/2019 às 16h53min - Atualizada em 23/12/2019 às 16h53min

​Comissão dá parecer pelo prosseguimento da cassação de Alexandre Nogueira

Continuação dos trabalhos é impasse após a prisão do presidente da comissão processante, Silésio Miranda (PT); demais procedimentos também estão travados

CAROLINE ALEIXO
Nogueira é alvo de três operações do Gaeco deflagradas nos últimos meses | Foto: CMU/Divulgação
Os vereadores Adriano Zago (MDB) e Thiago Fernandes (PRP) deram parecer favorável ao prosseguimento da denúncia contra o vereador Alexandre Nogueira (PSD) no processo de cassação do mandato. O documento foi assinado durante reunião nesta segunda-feira (23).  

A comissão processante foi a primeira a ser criada na Câmara Municipal de Uberlândia após aprovação do pedido por parte da maioria dos vereadores. Com a maioria dos membros presente, Zago e o relator Thiago Fernandes opinaram que a denúncia apresenta os requisitos legais com graves indícios infracionais na conduta do parlamentar. 

“São graves os fatos e que, inclusive, levaram o parlamentar e seus supostos copartícipes à prisão preventiva. A sociedade exige a elucidação desses fatos e o Parlamento merece a recomposição de sua honra objetiva e dignidade, razões pelas quais merece prosseguir o presente processo para fins de instrução processual e, ao fim, o plenário do Poder Legislativo possa votar pela cassação ou absolvição do vereador denunciado”, declararam os vereadores.

A próxima etapa agora seria iniciar o período para produção de provas, a ser determinada pelo presidente da comissão. No entanto, a continuidade dos trabalhos é incerta já que o presidente Silésio Miranda (PT) está preso preventivamente e com o mandato automaticamente suspenso ao ser alvo da operação Má Impressão. O mesmo ocorre com o andamento das comissões contra Wilson Pinheiro (PP) e Juliano Modesto (suspenso do SD), cuja parte dos membros também foi presa. 

PEDIDO 
O pedido de cassação contra Nogueira foi aprovado em Plenário na Câmara Municipal de Uberlândia, durante a sessão ordinária do dia 5 de dezembro. O pedido recebeu 24 votos favoráveis e foi feito pelo técnico ambiental e estudante de Direito Gabriel Santos Miranda, no dia 11 de novembro. 

Nogueira é acusado por crime de obstrução de Justiça, organização criminosa e falsidade ideológica após ser um dos principais alvos da operação O Poderoso Chefão. Ele está preso no presídio Professor Jacy de Assis desde o último dia 25 de outubro, saiu por um final de semana e voltou a ser preso nas operações Má Impressão e Guardião. Ele segue afastado do cargo. 






 
 

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