11/10/2019 às 18h45min - Atualizada em 11/10/2019 às 18h45min

​Quatorze pessoas investigadas na Operação Torre de Babel seguem foragidas

Entre elas está o vereador Juliano Modesto (SD), que deveria ter se entregado até a manhã desta sexta-feira (11)

CAROLINE ALEIXO
Vereador deveria ter se apresentado nesta sexta (11) na sede do MPE | Foto: Arquivo Diário de Uberlândia
Dos 74 alvos da Operação Torre de Babel com mandados de prisão temporária e preventiva expedidos, 14 ainda estão foragidos. Entre eles está o vereador Juliano Modesto (SD), que está fora de Uberlândia e deveria ter se apresentado na manhã desta sexta-feira (11). 

A Operação Torre de Babel foi desencadeada na quinta-feira (10) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), um dos advogados de Modesto foi até a sede do órgão e disse que o cliente foi orientado a se entregar, contudo, até o final da tarde de hoje, ele não havia se apresentado. O Diário de Uberlândia tenta contato com a defesa dele desde a deflagração da operação, porém não houve retorno. 

Em nota à imprensa, a comissão provisória do Partido Solidariedade em Uberlândia informou que é favorável à investigação para que toda situação seja esclarecida. “Além disso, não coaduna com atos ilícitos praticados por qualquer um dos seus filiados. A comissão continua seus trabalhos sempre prezando pela ética, transparência e compromisso com os anseios da população”, disse. 

ENTENDA
O mandado de prisão preventiva contra Modesto foi expedido pela 4ª Vara Criminal de Uberlândia após pedido do Gaeco, que apontou envolvimento do parlamentar com milicianos para intimidação de um motorista de transporte escolar. A vítima havia denunciado irregularidades na Cooperativa dos Transportadores de Passageiros e Cargas em Uberlândia (Coopass) e foi ameaçada para não prosseguir com as denúncias.  

A representação feita leva em consideração que a cooperativa, que prestava serviço à Prefeitura de Uberlândia, apresentou planilhas com valores adulterados da quilometragem rodada pelos veículos do transporte para receber pagamentos superiores. Parte ficava com os dirigentes e o restante do dinheiro, referente ao valor real ao que foi rodado pelos veículos, era repassado aos cooperados.

Foi aberto inquérito policial e procedimento criminal no MPE para apuração da denúncia. As investigações ainda estão em andamento.  

MANDATO
O Artigo 52 do Regimento Interno da Câmara de Uberlândia prevê a suspensão do exercício do mandato de vereador em caso de decretação judicial da prisão preventiva. O departamento de comunicação informou que a presidência do Legislativo vai aguardar para se posicionar a respeito, uma vez que não houve nenhuma notificação oficial da Justiça sobre a prisão. 

Em caso de afastamento das funções, quem assumiria a cadeira de Juliano Modesto na Câmara é o primeiro suplente Walquir Cleuton do Amaral (SD), que no último pleito municipal recebeu 1.526 votos. A reportagem entrou em contato com o suplente e ele disse que só iria se manifestar sobre o assunto depois de ser convocado pela Mesa Diretora. 






 

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