13/09/2019 às 17h34min - Atualizada em 13/09/2019 às 17h34min

​Polícia Civil indicia mulher pelo assassinato do pai em Uberlândia

Outras três pessoas também vão responder pelo homicídio do empresário Lourival de Souza; inquérito foi concluído nesta sexta-feira (13)

CAROLINE ALEIXO
Assassinato ocorreu na empresa de transportes do empresário, de 72 anos, no Distrito Industrial | Foto: Diário de Uberlândia
A Delegacia de Homicídios de Uberlândia indiciou Maiza de Souza e Souza e outras três pessoas pelo homicídio do empresário Lourival Camilo de Souza, de 72 anos. Ela foi apontada nas investigações como mandante do assassinato do pai.

Além dela, vão responder pelo crime Elias de Paula Morais, Hanner Wallisson Machado e Samuel Matos de Sousa. O advogado que representa os três indiciados, Rodrigo Ribeiro, informou que vai aguardar o parecer do Ministério Público Estadual (MPE) para se posicionar referente à defesa dos clientes.

Já o advogado Alexandre Gonçalves, que representa Maiza, disse que entrou com pedido de liberdade para revogação da prisão preventiva alegando primariedade, já que a mulher não tem antecedentes criminais, entre outros requisitos. O pedido aguarda julgamento. Gonçalves disse ainda que a cliente nega qualquer envolvimento nos fatos.

Segundo as informações repassadas pela Polícia Civil, o inquérito policial foi concluído e remetido ao Fórum de Uberlândia ainda na tarde desta sexta-feira (13) com cópia à Vara da Infância e Juventude em virtude do envolvimento de um adolescente de 17 anos no crime. 

Os quatro adultos foram indiciados pelo crime de homicídio duplamente qualificado mediante pagamento e por ter sido praticado sob traição ou emboscada que impossibilitou a defesa da vítima. 

RELEMBRE O CASO
O assassinato foi registrado na manhã do dia 3 de setembro quando um motorista da empresa de transportes da vítima encontrou o corpo do proprietário com três perfurações de bala no tórax. O cadáver estava nu em cima de uma cama e ensanguentado.

A equipe da perícia técnica da Polícia Civil constatou que o crime ocorreu por volta das 22h de segunda (2) e que as portas da empresa haviam sido arrombadas com chutes. Segundo familiares, a vítima costumava dormir no imóvel. Maiza chegou a informar aos policiais que havia sumido a quantia de R$ 300 da carteira do pai.

 
Durante rastreamentos da PM e integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), foram detidos os cinco suspeitos de participação no crime. Maiza foi presa no velório do pai e os demais na região do Distrito Industrial, onde ocorreu o crime. 

Elias e um menor foram apontados como os executores do homicídio, Samuel teria emprestado a arma e Hanner intermediou o crime junto aos executores a mando de Maiza. 


Na época das prisões o promotor de Justiça e coordenador do Gaeco, Daniel Martinez, disse que a motivação do crime estaria ligada a uma disputa patrimonial entre o pai e os filhos. 
 
Polícia encontrou parte do dinheiro pago pela execução | Foto: PM/Divulgação 

Além disso, um roubo havia sido registrado na empresa de transportes de Lourival, no último dia 25 de agosto, em tese arquitetado por Hanner a partir de informações repassadas por Maiza. Na ocasião, foram roubados cerca de R$ 30 mil e parte do valor seria destinada como pagamento do homicídio do idoso.

Segundo a Polícia Civil, o outro filho do empresário chegou a ser ouvido, mas não houve comprovação da participação dele no crime. Já Maiza teria mandado matar o pai para ficar com a herança. 

O Diário procurou o delegado de Homicídios Eduardo Leal, para mais detalhes sobre as investigações, mas as ligações não foram atendidas.  

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