09/05/2019 às 10h45min - Atualizada em 09/05/2019 às 10h45min

Professor de Uberlândia condenado por estupro é preso em Tocantins

Gaeco de Uberlândia intermediou a prisão na zona rural de Peixe na noite desta quarta-feira (8); ele teria ameaçado se matar durante a abordagem

DA REDAÇÃO
Apolônio Abadio do Carmo foi encontrado na zona rural de Peixe (TO) e passou lama no rosto durante tentativa de fuga para despistar policiais | (Divulgação)
Foi preso na noite desta quarta-feira (8) o professor universitário Apolônio Abadio do Carmo, na cidade de Peixe, no Tocantins. O criminoso, condenado a 20 anos de prisão pelo estupro da filha, foi encontrado em uma chácara na zona rural do município. Ele estava foragido desde agosto de 2018 e estava utilizando um nome falso de João Leonel Filho.

A prisão do autor foi efetuada por intermédio do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) de Uberlândia, que havia recebido informações sobre a localização dele em uma chácara na zona rural de Peixe, um município com cerca de 9 mil habitantes. Segundo as informações do Gaeco, a prisão foi efetuada com o apoio da Polícia Civil do estado. Ele tentou fugir por um matagal e passou lama no rosto acreditando que não seria descoberto.


Ao ser abordado pelos policiais instantes depois, o condenado ainda ameaçou se matar com a ingestão de produtos químicos de limpeza. Ele foi levado para a delegacia para as devidas providências legais e deve ser solicitada a transferência dele para a penitenciária de Uberlândia.

O Diário de Uberlândia procurou o advogado de defesa de Apolônio para mais informações, contudo ele não foi localizado no escritório e a reportagem aguarda retorno.


ENTENDA O CASO

Apolônio Abadio do Carmo foi condenado por estuprar a filha em agosto em 2017. Segundo o processo movido pela vítima, ela era abusada pelo professor desde que tinha sete anos de idade. Ele também é suspeito de ter abusado de uma sobrinha quando ela era criança.

A condenação pela terceira vara criminal permitia que o réu recorresse em liberdade. Em um novo julgamento em agosto de 2018, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve a condenação de Apolônio pelos crimes de estupro de vulnerável.

Em
outro inquérito, referente às denúncias da sobrinha de Apolônio, a vítima relatou uma série de abusos quando ainda era criança. No depoimento à Polícia Civil, ela afirmou ainda que o mesmo crime foi praticado contra a filha de um caseiro do sítio de Apolônio. O mandado de prisão contra Apolônio havia sido encaminhado pelo desembargador Jalbert Carneiro, do TJ, para as polícias Militar, Civil, Federal e Interpol.

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