06/05/2019 às 17h20min - Atualizada em 06/05/2019 às 17h20min

Reserva ambiental em área alagada leva visitantes ao interior do país

A 165 km da capital, Taichung se popularizou por região de pântano e vila multicolorida

FOLHAPRESS
Foto: Folhapress/Divulgação
A ilha de Taiwan, chamada de Formosa pelos portugueses durante o século 16, hoje é marcada pela convivência da modernidade com a tradição.

Isso é mais evidente na capital, Taipé, onde ficam o edifício mais alto do país, o Taipé 101, com justamente 101 andares, e o Museu do Palácio Nacional, que guarda centenas de milhares de quadros, louças e outras peças de dinastias chinesas do passado.

Já o interior mistura atrativos naturais e arte de rua.

Taichung, a segunda maior cidade do país, fica a uma hora de trem-bala da capital (ou o dobro do tempo, de carro). Além dos sabores do mercado de rua, dos templos budistas e da arquitetura, dois pontos turísticos relativamente novos na região têm atraído principalmente jovens interessados em boas fotos para postar nas redes sociais.

A reserva ambiental de Gaomei é um ponto muito buscado para observar o pôr do sol.

Trata-se de uma área alagada, no encontro do rio Dajia com o mar, que concentra aves migratórias, caranguejos e outros animais típicos de regiões de pântano.

Nem sempre a natureza do local foi assim. Gaomei, originalmente, era apenas praia. Com a criação do porto de Taichung, nos anos 1970, a lama e o musgo ganharam espaço e afastaram os banhistas.

Por outro lado, permitiu o desenvolvimento de uma nova vegetação e de um berçário para aves, peixes e crustáceos.

A concentração de pássaros e o tipo de ambiente voltaram a atrair turistas, principalmente nos últimos 20 anos. A reserva ambiental recebe anualmente 2 milhões de visitantes, que se reúnem, principalmente, no entardecer.

A região também é conhecida pela intensidade das correntes de ar e por isso foi escolhida para produzir energia eólica. Há 18 turbinas em Gaomei, que geram 36 mil kW por ano. Essa matriz energética, porém, representa apenas 0,7% de toda a geração elétrica nacional.

Uma passarela de madeira de 600 metros estende-se sobre o terreno alagado. Ao cair da tarde, a passagem começa a lotar de pessoas –grupos de amigos, casais e famílias com seus celulares e máquinas fotográficas. As turbinas de energia alinhadas no horizonte completam a paisagem.

A cidade de Taichung ainda tem o seu próprio Beco do Batman, o conhecido corredor de grafites no bairro da Vila Madalena, em São Paulo.

A Rainbow Village (vila do arco-íris, em inglês) surgiu em um conjunto de casas militares que ficou abandonado por décadas, até ganhar cores pelas mãos de Grandpa, apelido do veterano de guerra chinês Yung-Fu Huang, que se mudou nos anos 1950 para Taiwan.

Hoje, aos 95 anos, o artista autodidata pode ser visto todos os dias colorindo a vila que ajudou a tornar famosa.

Tudo começou em 2008, quando Grandpa decidiu comprar ele mesmo tintas e pincéis e cobriu o espaço de cores, do chão ao telhado.

Seis das casas da vila foram completamente preenchidas com imagens de crianças, casais, sacerdotes, além de figuras de pandas, gatos, dragões, porcos e pavões. Todos sempre sorrindo.

Dois anos depois, em 2010, o governo da cidade decidiu demolir o conjunto para atender à expansão imobiliária. Estudantes iniciaram um movimento para proteger o local e torná-lo uma área cultural.

A decisão foi suspensa e, desde então, a Rainbow Village tornou-se um importante ponto turístico da cidade.

Em 2017, segundo a última estimativa da prefeitura, foram 2 milhões de visitantes, a maioria proveniente da China, de Hong Kong, do Japão e de outros países asiáticos. Mas também há a presença de europeus e americanos.

As paredes são constantemente retocadas por Grandpa, que começa seu trabalho às 4h e, ao longo do dia, sempre que a saúde permite, senta-se próximo ao público para desenhar, ciente do interesse dos turistas em observar seu trabalho.

A entrada é gratuita. Os custos com tinta, pincéis e conservação são cobertos pela venda de souvenires.

Para quem pode estender a estadia em Taichung, vale fazer um passeio arquitetônico pela cidade. Um dos principais marcos é o Teatro Nacional, que reúne salas de concerto, cafés, lojas e um jardim na cobertura. A principal característica da obra do arquiteto japonês Toyo Ito são as paredes curvas.

 

PACOTES

NT$ 11.758 (R$ 1.500)
3 noites, no Kimpton Hotels (kimptonhotels.com)
Hospedagem para uma pessoa no hotel Kimpton Da An, em Taipé, sem café da manhã. A diária inclui bicicletas para empréstimo e café, chocolate quente, chá e uma taça de vinho de cortesia, todos os dias. Sem passagem aérea.

US$ 780 (R$ 3.077)
3 noites, na RCA (rcaturismo.com.br)
Hospedagem para uma pessoa no hotel Howard Plaza, em Taipé, com café da manhã e passeio pelo Sepulcro dos Mártires e Museu Nacional do Palácio. Inclui traslados entre hotel e aeroporto, mas não as passagens aéreas.

US$ 1.000 (R$ 3.944)
4 noites, na New Age (newage.tur.br)
Pacote individual para hospedagem em apartamento duplo no hotel Howard Plaza, em Taipé, com café da manhã. Inclui visita panorâmica pela cidade e traslados entre hotel e aeroporto. Sem passagem aérea.

R$ 5.166
3 noites, na Maringá Turismo (maringalazer.com.br)
Hospedagem no hotel Regent Taipé, em 14 de novembro. Inclui visita ao Sepulcro dos Mártires, Museu Nacional do Palácio, Memorial Ching Khai-Sek , templo de Longshan e centro de artesanato de Taiwan. Sem aéreo.

€ 2.372 (R$ 10.478)
7 noites, na CVC (cvc.com.br)
Pacote para Hong Kong, Macau e Taiwan (Taipé), com pernoite em hotéis quatro estrelas. Inclui visita ao templo de Longshan, ao Museu Nacional do Palácio e ao Parque Geológico de Yehliu, entre outros passeios. Sem aéreo.

R$ 29.179
12 noites, no Regent Seven Seas (pt.rssc.com)
Valor por pessoa em suíte dupla para cruzeiro que vai de Hong Kong a Tóquio, com um dia em Taipé. Com regime de alimentação all-inclusive e passeios nas paradas do navio. Válido para saída em março de 2020. Sem aéreo.

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