23/04/2019 às 18h01min - Atualizada em 23/04/2019 às 18h01min

Procura por vacina contra a gripe na rede pública de Uberlândia surpreende

Primeira etapa atendeu crianças e gestantes; demais grupos já podem se imunizar

NÚBIA MOTA
Um dos públicos-alvo da campanha são as crianças com 6 meses de vida a 6 anos | Foto: P10 LUZ/Secom/PMU
O trabalho feito pelas equipes das unidades de saúde junto às Escolas Municipais de Ensino Infantil (Emeis) para conscientizar os pais e a divulgação da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe pelos veículos de comunicação foram fundamentais, segundo a coordenadora do Programa Municipal de Imunização, Cláubia Oliveira, para os resultados obtidos na primeira etapa de imunização, que atendeu exclusivamente crianças de 6 meses a 6 anos e grávidas, entre os dias 10 e 19 de abril.

Segundo o último balanço inserido no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações, foram vacinadas 10.773 crianças na cidade, o que corresponde a quase 23,39% do total de 46.051, e 2.358 gestantes, correspondendo a 34% do total de 6.935 mulheres grávidas.

Ontem começou a
segunda etapa da campanha com atendimento também aos demais grupos, como trabalhadores da saúde, idosos, professores de escolas públicas e privadas, pessoas com comorbidades e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas, funcionários do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade.

Vale lembrar que as grávidas e as crianças também podem procurar por uma das 73 salas de vacinação do município. “Até agora estamos satisfeitos, porque em tão poucos dias o resultado foi positivo. Estou bem animada para esse ano”, disse Cláubia Oliveira.


 


Em 2018, a meta em Uberlândia era atingir 90% do público-alvo e esse número foi ultrapassado, chegando a 93% no geral. Mas quando se olha para os grupos prioritários em separado, as crianças e gestantes não aderiram à campanha como se esperava. Enquanto 110% dos idosos se imunizaram, ou seja, extrapolaram a quantidade estimada de pessoas com mais de 60 anos com base no IBGE, as crianças ficaram com 70% de cobertura e as gestantes atingiram em torno de 66% da meta.

Para 2019, o objetivo é aplicar 168 mil doses de vacina em Uberlândia, sendo 46.051 em crianças, 6.935 em gestantes, 16.796 em trabalhadores da saúde, 1.140 em puérperas, 63.295 em idosos e 8.740 em professores, de acordo com o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI), do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus). O número de pessoas dos outros grupos que devem ser vacinas não foi divulgado.

Em 2018, foram registrados em Uberlândia 23 casos de Influenza, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Cinco notificações foram de Influenza A(H1N1), seis de Influenza A/H3 sazonal e 12 por Influenza A não subtipado. Houve um óbito por Influenza A/H3 sazonal, dois por Influenza A(H1N1) e cinco por Influenza A não subtipado. Situação que colocou o município entre os quatro com maior número de casos de gripe em Minas Gerais, e reacende o alerta para este ano. Em todo o Estado, 169 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) tiveram resultados positivos para Influenza e 98 mortes foram confirmadas pelo vírus ano passado.

Conforme o último Boletim Epidemiológico, divulgado no dia 16 de abril, em Minas Gerais, nesse ano, já foram confirmados 13 casos de SRAG causados pelo vírus da Influenza (gripe), sendo 9 em Belo Horizonte, 2 em Itabira, 1 em Ibirité e 1 em Ritápolis, sendo que foi confirmado um óbito associado ao vírus da Influenza A (H1N1), em Belo Horizonte, na semana passada.

 
“Nós também estamos preocupados, infelizmente a tendência é que nesse ano tenhamos dificuldades quanto à Influenza. A gente sabe que está prevalecendo o H3N2 e H1N1 e que já tem outros registros de óbitos no Brasil, por isso a gente se preocupa, principalmente com os grupos prioritários, porque tem um risco de comprometimento, de internação e até de evoluir para morte. Por isso, quanto mais rápido vacinar, melhor”, disse Cláubia Oliveira.

Em todo o Brasil, foram registrados até 23 de março 255 casos de influenza, com 55 óbitos, segundo o Ministério da Saúde. O subtipo predominante no país é da influenza A H1N1, com 162 casos e 41 óbitos. O estado do Amazonas é o que apresenta a maior circulação do vírus, com 118 casos e 33 mortes.

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