18/11/2018 às 07h25min - Atualizada em 18/11/2018 às 07h25min

Uberlândia é a 16ª cidade com maior consumo de artigos para decoração

Pesquisa de associação do setor mostra que cidade tem segundo maior mercado em Minas

MARIELY DALMÔNICA
Uberlândia está entre as 20 cidades do Brasil que mais consomem artigos para casa e decoração, segundo um mapeamento feito pela Associação Brasileira de Artigos para Casa, Decoração, Presentes, Utilidades Domésticas, Festas e Flores (ABCasa) e pelo Instituto Inteligência de Mercado (Iemi). De acordo com a pesquisa, o município representa 0,57% do consumo no mapa geral das compras desses produtos e ocupou a 16ª colocação no País no ano passado, atrás apenas de Belo Horizonte no estado. 

Para Renato Orensztejn, presidente da ABCasa, a posição da cidade é significativa. A entidade foi criada no fim de 2016 e essa foi a primeira pesquisa realizada. “Temos mais de 500 empresas de atacado associadas e vamos abrir espaço para os empresários do núcleo de varejo. Antes dessa pesquisa não existiam dados. A verdade é que a gente era ‘cego’ dentro do mercado nacional, era difícil fazer uma avaliação do mercado”, afirmou Renato. O mapeamento do setor deve ser realizado anualmente. 

A liderança do ranking nacional pertence a São Paulo (SP), com 8,93%, seguida por Belo Horizonte (MG), com 3,10%, Rio de Janeiro (RJ), com 2,75%, Brasília (DF), com 2,70%, e Porto Alegre (RS), com 1,94%. Entre as regiões brasileiras, o Sudeste é a que mais consome itens para casa (46,2%), seguido por Nordeste (18,7%), Sul (20,7%), Centro-Oeste (7,4%) e Norte (6,9%). 

Levando em consideração a movimentação financeira, foram R$ 54,1 bilhões injetados por esse mercado na economia brasileira em 2017. Existem 173,5 mil pontos de venda em todo o Brasil, 129,6 mil são especializados em artigos para casa, decoração, presentes e utilidades domésticas, e outros 43,9 mil são não especializados, como lojas de departamentos, variedades e home centers. Ainda segundo o levantamento, no ano passado foram importados US$ 1,1 bilhão. Já as exportações brasileiras somaram US$ 883,9 milhões.

Para Marcelo Prado, diretor do Iemi, os números da pesquisa superaram as expectativas. “O objetivo foi oferecer aos representantes as relevâncias que o setor tem e ter dados mais fragmentados por nichos para auxiliar as empresas associadas. Estamos construindo indicadores mensais para os associados irem antecipando tendências e criando oportunidade de vendas”, afirmou. 


Para Renato Orensztejn, presidente da ABCasa, a posição da cidade é significativa
Foto: divulgação

MERCADO 

Willian de Oliveira é proprietário de uma fábrica de móveis em MDF e há um mês abriu uma loja de artigos de decoração. “Os clientes compravam as peças em MDF e buscavam outros produtos no mercado. Agora, aumentamos o nosso nicho, continuamos com nossos clientes antigos e alcançamos um público que a gente não tinha antes”, disse o empresário. A loja de William, que trabalha com oito mil itens diferentes, já recebeu cerca de 4 mil clientes em um mês de funcionamento. 

Como muitos clientes gostam de usar a criatividade para fazer objetos decorativos artesanais, o empresário decidiu oferecer cursos presenciais durante a semana. As opções são variadas: pintura com estêncil, boneca de feltro e modelagem em biscuit são algumas das técnicas oferecidas. 

Para a arquiteta Mayara Hopp, as pessoas estão buscando mais conforto para a casa e para a vida. “A procura pelo meu trabalho aumentou bastante nos últimos tempos, os clientes estão investindo bem. Estou com projetos de decoração tanto para casas, quanto para empresas. Elas nos procuram para ter um ambiente mais organizado e uma boa estética, é bom até para atrair mais clientes”, disse Mayara.

Segundo a arquiteta, além da cozinha, a procura para reformas e mudanças em banheiros tem aumentado. “Antes nós deixávamos de lado o banheiro, hoje vemos que a variedade de materiais para reformar esse ambiente está grande. A gente adapta, tentar atualizar, e trabalhar a linguagem com a casa. Acho que o banheiro traz tranquilidade na hora do banho, um ambiente poluído demais não é bom, tem que trazer paz e conforto”, afirmou Mayara. De acordo com a arquiteta, o estilo moderno de decoração é o mais procurado por casas e empresas. 

A aposentada Roselys Côrtes, sempre foi apaixonada por decoração. Todos os meses ela visita lojas que vendem produtos para casa e compra revistas sobre o tema para manter a casa atualizada. “Eu cheguei a entrar no curso de artes plásticas, mas não terminei. Estou sempre por dentro. Eu gosto muito de vasos, quadros e plantas, nada de plástico, sempre natural.”

Roselys reformou o banheiro e a cozinha em março deste ano. “Quando decidi fazer a reforma, chamei uma decoradora. Os móveis eu mantive, estão muito conservados, mudei a pintura e alguns objetos de decoração. A decoradora me deu uma ajuda muito boa, ela tem muito bom gosto. Mas eu também arrisco decorar sozinha”, disse. Neste fim de ano, a casa de Roselys já está no clima do Natal. “Sempre renovo minha árvore, gosto muito de enfeites. Decoro até o banheiro”, afirmou a aposentada.


Para a arquiteta Mayara Hopp, as pessoas estão buscando mais conforto para a
casa e para a vida | Foto: Divulgação
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