08/06/2017 às 05h49min - Atualizada em 08/06/2017 às 05h49min

Vai ou racha

TIAGO PEGON | COLUNISTA

Sabe aquelas partidas de futebol que têm apagão no estádio ou chuva muito forte, aí o árbitro encerra o jogo e marca pra outro dia, recomeçando o embate de onde terminou e com os mesmos jogadores e tal? Pois, é.  É dessa forma que os dias na capital do país se sucedem após o vazamento de áudios acusatórios junto ao presidente da República, Michel Temer.

Pra corroborar com o clima agonizante, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza, desde terça-feira, o "julgamento do século" – que analisa irregularidades da chapa Dilma-Temer nas eleições de 2014, e que pode definir o futuro do país. Mas a decisão, favorável ou não, à manutenção do cargo majoritário do Brasil só deve sair no fim de semana, quando termina o julgamento.

Ainda sobre os escândalos pelas bandas do Palácio do Planalto, outro vazamento de declarações do mandatário da JBS, Joesley Batista, confirma uma "carona" do presidente Temer em jatinho do empresário. A informação é contrária a que o Palácio do Planalto informou em 2011, que na ocasião, ele teria viajado em aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB).

Resumindo: o clima que sentimos, não só mais pelos corredores do Congresso Nacional, mas por bares, ônibus, lojas ou qualquer reunião de pessoas é que o país está desgovernado.

 

Não é bem assim...

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avaliou que o julgamento da chapa Dilma-Temer e outros assuntos relacionados ao Executivo não deve afetar a pauta de votações na Casa. Segundo ele "cabe ao Legislativo manter a agenda de votações daquilo que é prioridade para o Brasil". Mas desde o início do julgamento, no final da tarde de terça-feira, o plenário, e até mesmo as comissões temáticas da Câmara, seguem esvaziadas, com quórum reduzido. "Ou todo mundo tá acompanhando in loco o julgamento, ou estão escondidos dentro dos gabinetes...", ironizou um deputado de oposição.

 

Reforma trabalhista em andamento

Por 14 votos a 11, foi aprovado o projeto de lei (na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado) que visa a implantação da reforma trabalhista. Pelo acordo firmado entre governo e oposição, a proposta seguirá os trâmites normais do processo legislativo, sendo analisada agora na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Posteriormente deverá ser discutida na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), antes de seguir para o Plenário.

O texto aprovado destaca a possibilidade do fim da contribuição sindical obrigatória e a regulamentação do teletrabalho ("home work"). Também seria permitido a extinção do contrato de trabalho, por acordo entre empregado e empregador, dando direito a receber metade do aviso prévio e indenização sobre o saldo do FGTS, entre outras mudanças.

 

Parlamentares da cidade

Mesmo registrando presença em plenário, nem Weliton Prado (PMB) nem Tenente Lúcio (PSB) deram notícias de atividades aqui em Brasília, sequer pelas redes sociais. A coisa tá feia pra gente também, meus conterrâneos.

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