26/11/2020 às 08h00min - Atualizada em 26/11/2020 às 08h00min

Maradona, o segundo turno das eleições municipais

CLÁUDIO DI MAURO

Na semana em que perdemos um grande ídolo do futebol e das posições de cidadania, temos certeza que Dom Dieguito Maradona torceria pela vitória das esquerdas nas eleições brasileiras.

Diego homenageou Fidel Castro e o povo cubano. Manifestou respeito e atenção por Hugo Chavez. E no Brasil foi apoiador do governo Lula. Comemorou o dia em que Lula foi libertado. Portanto, Diego foi historicamente um homem das esquerdas.

Agora chegou a hora das esquerdas brasileiras homenagear Diego Maradona com uma retumbante vitória no II turno das eleições municipais.

No meu entendimento, as esquerdas brasileiras, representadas pelo PT, PSOL e PC do B, para essa homenagem precisam obter vitória em pelo menos 12 cidades das 19 que tais partidos participam.

Nas capitais, as disputas se dão nos Estados do Pará, Belém; Rio Grande do Sul, Porto Alegre; São Paulo, São Paulo; Pernambuco, Recife; e, Espírito Santos, Vitória. Seria o ideal a vitória nas cinco capitais elencadas. Mas, se a vitória acontecer em 3 dessas cidades estará cumprida com sucesso essa fase da disputa.

Em número de treze (13) temos as cidades médias em disputa pelas esquerdas com os partidos referidos. Neste caso, caberá a vitória em pelo menos 9 dessas disputas para que não deixe dúvidas sobre o apoio popular. São boas as chances em Guarulhos, Diadema e Mauá, na Região Metropolitana de São Paulo; Juiz de Fora e Contagem, no Estado de Minas Gerais; Vitória da Conquista e Feira de Santana, na Bahia; Duque de Caxias e Pelotas, no Rio Grande do Sul; Cariacica, no Espírito Santo; Santarém, no Estado do Pará; São Gonçalo, no Rio de Janeiro; e, Anápolis, em Goiás.  

Está clara a disputa entre conceitos neofascistas, neoliberais e setores das esquerdas.

As interpretações que se faz das realidades vividas caracterizam diferentes Perspectivas Políticas. Aqui se vislumbra minha concepção POLÌTICA, Uma Perspectiva. Mas, saberemos reconhecer as possibilidades de outras concepções.

Este é um bom momento para se discutir a questão da radicalidade. Afinal, o que é ser radical? A luta para prevalecer os direitos à função social da cidade e da propriedade é radical? Ou é radical deixar as pessoas morando em condições subhumanas e sob o risco de serem submetidas às catástrofes, vivendo nas ruas? Aceitar que as pessoas morram contaminadas pela Covid e sem o devido atendimento médico é questão de radicalidade?

Veja-se na concepção do chargista Rubem:





*Este conteúdo é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.

 
 
 
 
 
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