23/03/2020 às 12h27min - Atualizada em 23/03/2020 às 12h27min

Olha pra baixo, Guedes!

LEANDRO MAZZINI

As medidas do ministro Paulo Guedes para segurar a economia com a paralisação das atividades no mercado são vistas como paliativas por empresários consultados pela Coluna. É grande no andar de baixo a preocupação com o capital de giro e salários a vencer. O comércio sente as ruas vazias – e há meses o dinheiro já circula pouco na praça. Os bancos ainda não bloquearam cobranças como anunciado pela Febraban – e ganham tempo ‘elaborando’ ferramentas para tal enquanto os empréstimos vencem. As instituições financeiras apenas postergam dívidas, mantendo a capitalização de juros e encargos. O Governo teve a oportunidade de abrir um novo REFIS, com maior número de parcelas, e ficou mudo. E com vários serviços paralisados, não há prazo esticado para entrega do Imposto de Renda.

Amo$tra
O comércio varejista já sente o baque e prevê dificuldades fortes vindouras. Os vídeos viralizados por whatsapp dos donos das lojas Havan e Giraffas são uma amostra.

Turma dos milhões
Sabe quantos são os universitários sem aula no Brasil, das redes pública e privada? Exatos 8.451.748, segundo a Associação Nacional das Universidades Particulares.

Aliás..
.. é fato no setor, consultando suas instituições associadas: nenhuma universidade do Brasil está preparada hoje para ministrar aulas online, de turmas que são presenciais.

Fundão social
“Um Fundo de Emergência em Defesa do Trabalho e Renda com R$ 75 bilhões do Tesouro, para garantir meio salário, no mínimo, durante três meses a 50 milhões de trabalhadores em situação de vulnerabilidade social”. São com essas exatas palavras – entre outros tópicos – que a Rede Nacional de Conselho de Direitos Humanos lançou carta ao Poder Executivo, à qual a Coluna teve acesso. E foram ignorados.

Num clique
Imagine uma campanha eleitoral totalmente digital, por whatsapp e aplicativos afins, nas redes sociais da internet, nos sites dos candidatos, na TV e rádios – nestes como já previsto na Lei Eleitoral. Alguns partidos debatem a possibilidade internamente.

Oi, sou eu!
E as convenções partidárias para a escolha dos candidatos? Também online, caso a pandemia de coronavírus ainda ronde o cotidiano brasileiro nos próximos meses.

Memória
Que se cuide o presidente Jair Bolsonaro nesse confronto com o Congresso Nacional. Quando Fernando Collor foi abandonado, apenas cinco senadores, dos 81, ficaram ao seu lado: Áureo Mello, Nei Maranhão, Odacir Soares, Jarbas Passarinho e Josaphat Marinho votaram contra o impeachment. E por questões jurídicas, não políticas.

Previsões
De uma raposa que entende de política desde quando Bolsonaro soltava pipa em Campinas: A eleição da próxima Mesa Diretora da Câmara e Senado será crucial para decidir se ele mantém as rédeas do cargo. Vai ser tiro de misericórdia se Davi Alcolumbre for reconduzido e Rodrigo Maia eleja um sucessor.

Turma da estiva
Os estivadores dos Portos de Santos, Guarujá, São Vicente, litoral paulista, podem parar de vez as atividades hoje, durante assembleia. Na sexta-feira, divulgamos que havia decisão de cruzar os braços ainda semana passada, de acordo com nota oficial do sindicato. Reclamam que não há luvas e máscaras e proteção necessária para operações.

Hora de morarUma pesquisa do Imovelweb revela que a “localização” é o item mais relevante na escolha de bairro para morar, apontado por 44% dos entrevistados, seguida pelo “preço”, registrado por 12%. “Segurança” e “áreas verdes” respondem por 9,4%.

Kit vírus
Os kits de testes para coronavírus são oferecidos em média a R$ 700 a unidade para o Ministério da Saúde, em visitas de revendedores de empresas asiáticas. Uma importadora de Minas chegou a oferecer a US$ 30 (R$ 150), vindos da Coreia do Sul.

Nas redes
Novo chefe da Comunicação do Governo do Rio de Janeiro, Mário Marques convidou o jornalista Marcelo Senna para gerenciar as redes sociais. Senna é ex-executivo dos jornais Extra e O Dia



 

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