18/01/2020 às 14h00min - Atualizada em 18/01/2020 às 14h00min

Nariz de Minas

JOÃO BOSCO

Perguntaram-me o que eu queria dizer com a expressão “nariz de Minas”.  O quê!? Não sabe!  Pegue o mapa do Brasil e dê uma olhada no território mineiro e me diga onde você está.  Há quem diga que é, de fato, por ele que toda a Minas respira. “A nossa economia é forte, temos isso, temos aquilo, temos...” Pare! Nem tanto! Já dizia Guimarães Rosa: “Minas são muitas”.  Minas são gerais. Há a minas das montanhas, dos cerrados, das indústrias pesadas, das pedras preciosas, do boi verde, da soja e por aí afora. Há a minas do Milton, do Moacir, do Xavantinho.  Há as minas de Juscelino, Magalhães e Tancredo e muitas outras de diferentes matizes políticas econômicas e socioculturais. Embora sinto pulsar em mim a  minas do Drummond, escolhi morar no coração do nariz, a minas do  Rondon, servido regularmente de duas narinas: a da direita e a da esquerda; a primeira, Virgiliana e a segunda Zaireana, ambas sujeitas a acúmulo de indesejáveis resíduos. E para finalizar, volto ao enunciado interrompido:  ... temos o nióbio que vai regularizar a vida salarial dos mineiros.

*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.















 

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