21/12/2019 às 09h00min - Atualizada em 21/12/2019 às 09h00min

Soure

JOÃO BOSCO
Em Belém, embarquei-me para a Ilha de Marajó. Acomodei-me na segunda fila de bancos do barco e na primeira acomodaram duas senhoras (está fora de moda, mas vamos lá) balzaquianas. Uma mais quieta e a outra, toda, toda, saliente. A saliente: “Tô amando conhecer Sourí!” A quieta corrigiu: “É souré.”A saliente: “Mas eu gosto de falar francês.” Riram e cuidaram-se de apreciar a Baía de Guajará. Aquele Souri, aquele Souré, com Suriname virou um soro na minha cabeça. Tanto que, ao me deparar com um jovem nativo, fui logo a perguntar: “Souré ou Souri, qual a influência dos franceses aqui?” O jovem: “Nenhuma, Souré é nome indígena de jacaré, mas pronuncia-se Souri” Em outra oportunidade, perguntei a outro jovem. Houve apenas aproximação nas respostas. Disse-me: “Não é nome indígena. Soure tem a ver com lagarto. Vem de saurim, latim”. E antes que perguntasse mais, ele fechou: “Saurim de dinossauro. Ufa! De qualquer maneira, a gordinha saliente me fez descobrir que, nos arredores de Coimbra, tem um vilarejo com nome de Soure. Até lá um dia... se Deus quiser!

*Esta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.








 
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