30/08/2019 às 08h50min - Atualizada em 30/08/2019 às 08h50min

Paixão que não tem fim

CELSO MACHADO

Nem lembro como eu era na época, mas sei que esta paixão começou logo que nasci. E nunca mais teve fim. Ela renova e aumenta todos os dias do ano, todos os anos da minha vida. Agradeço quando acordo e respiro seu ar. A beleza indescritível que é presenciar o nascer e pôr do sol. Fico encantado, principalmente quando é lua cheia e a luminosidade a veste com aquele tom azulado, mágico e encantador.

Quando transito por suas ruas, principalmente em dias de menor movimento, fico reparando na beleza arquitetônica de suas edificações. E muito entre nós, uma cidade de mulheres lindas. Não gosto de ser ufanista, mas seus clubes estão entre os melhores e mais bonitos do Brasil. O Parque do Sabiá com sua infraestrutura, beleza natural e suas opções múltiplas de lazer são um tesouro que o “peregrino” Virgílio Galassi nos presenteou.

Admiro e reverencio o espírito empreendedor de sua gente. A capacidade que se renova, geração após geração, de desenvolver projetos, soluções e iniciativas inovadoras. Quando viajo, principalmente de carro e ao chegar começo a vislumbrar sua vista encantadora meu coração se alegra feliz por estar de volta aos braços de sua amada.

Mas não se trata de uma paixão cega, daquela que não enxerga defeitos nem distorções. Ela os tem e não são poucos. E lamentavelmente veem crescendo em vários aspectos, especialmente com relação a segurança e desigualdade e trânsito. O abandono de muitos prédios inacabados, invasões... o comércio ambulante, que tomou as calçadas de suas principais avenidas e incomodam.

A atuação de certos políticos que ao invés de servi-la se servem dela é outra questão crítica. Mas é a realidade e dela não há como fugir. Nada é perfeito. Cidades, como pessoas, têm defeitos e virtudes. Contrastes e falhas. Só que quem é apaixonado de verdade percebe isso e vai além, trabalha e toma iniciativas para tentar correções e melhorias.

Como eu, ela é amada por muita gente. E bota muito nisso. Que vê nela encantos e os valoriza. Que não a abandona, nem despreza. Gente de todas as classes, que nasceram aqui ou para cá vieram por escolha. Crianças, adultos, idosos.

Que está disposta sempre a transformar esse amor em gestos e iniciativas para retribuir, pelo menos em parte, tudo que ela oferece.
Para Uberlândia continuar sendo o que sempre foi e será: uma paixão que não tem fim... Como a que sinto por minha esposa e meus filhos!

*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.

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