Justiça concede liminar para impedir avanço de loteamento clandestino em área de preservação de Uberlândia

Local, denominado "Recando do Jet", na fazenda do Chitão, fica às margens da represa Capim Branco

Por REDAÇÃO I DIÁRIO DE UBERLÂNDIA
3 Min

Justiça concede liminar para impedir avanço de loteamento clandestino em área de preservação de Uberlândia
Justiça reconheceu a existência de indícios de parcelamento irregular do solo e de intervenções na área que representam potencial risco ao manancial I Foto: PMU/Divulgação

A 3ª Vara da Fazenda Pública de Uberlândia acatou, na última semana, um pedido da Prefeitura e do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) para embargar a construção de um loteamento clandestino localizado às margens da represa Capim Branco, denominado "Recando do Jet", na fazenda do Chitão. 

Na decisão liminar, o Poder Judiciário reconheceu a existência de indícios de parcelamento irregular do solo e de intervenções na área que representam potencial risco ao manancial utilizado para o abastecimento público de água, determinando medidas imediatas para impedir o agravamento da situação.

Entre as determinações judiciais estão o embargo das atividades no loteamento, proibição de novas obras, intervenções e ocupações na área, da comercialização, cessão ou qualquer forma de negociação de lotes ou frações do imóvel, impedimento de novas ocupações por terceiros e desligamento de ligações clandestinas de energia elétrica, caso constatadas pela Cemig.

A decisão também proíbe a averbação da ação na matrícula do imóvel e também exige a instalação de uma placa informando o embargo e a existência da ação judicial. Em caso de descumprimento, uma multa diária de R$ 5 mil, foi fixada para os responsáveis pelo loteamento. 

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) se manifestou favorável à decisão, destacando que os documentos técnicos apresentados demonstram a existência de parcelamento clandestino, ocupação de Área de Preservação Permanente (APP), supressão de vegetação nativa e potencial comprometimento de área ambientalmente sensível, reforçando a necessidade de medidas imediatas para evitar novos danos.

O local, que fica próximo ao reservatório da Usina Hidrelétrica Amador Aguiar I, foi alvo de uma operação no dia 30 de maio, envolvendo o poder público municipal com apoio das polícias Militar e Civil, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad-MG), e da Marinha do Brasil. 

Em nota, a Prefeitura de Uberlândia e o Dmae afirmaram que continuarão adotando todas as medidas administrativas e judiciais necessárias para proteger os mananciais responsáveis pelo abastecimento da população, preservar o meio ambiente e coibir ocupações irregulares em áreas de preservação permanente.
 

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