Operação cumpre mandados contra envolvidos em jogos de azar e corrupção policial em Uberlândia

Policial militar da reserva e dois policiais penais são alvos de mandados nesta sexta-feira (7)

Por REDAÇÃO I DIÁRIO DE UBERLÂNDIA-
3 Min

Operação cumpre mandados contra envolvidos em jogos de azar e corrupção policial em Uberlândia
Operação apreendeu maquininhas de cartão, máquinas caça-níqueis, armas de fogo e R$ 5 mil em espécie I Foto: Gaeco/Divulgação

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpre, na manhã desta sexta-feira (7), 32 mandados de busca e apreensão e 13 de prisão preventiva nas cidades de Uberlândia e Maringá (PR). A ação acontece durante a segunda fase da "Operação Águia", que investiga organizações criminosas envolvidas em exploração de jogos de azar, corrupção policial e lavagem de dinheiro.

Participam da operação mais de 100 policiais civis, militares e penais nas cidades de Maringá e Uberlândia, bem como agentes do Ministério Público Estadual (MPE). Além dos mandados cumpridos, o Gaeco também representou pelo afastamento de dois agentes da segurança pública de Minas Gerais.

Dentre os alvos das investigações e que são alvos na segunda fase da operação, estão um policial militar da reserva e dois policiais penais, além de diversas empresas e empresários suspeitos. Segundo o delegado-chefe da Polícia Civil de Uberlândia, Marcos Tadeu de Brito Brandão, a segunda fase da Operação Águia é um desdobramento da Operação Lavanderia dos Sonhos, deflagrada pela primeira vez em dezembro de 2022.

"Desencadeamos a segunda fase da operação, focada no combate a uma organização criminosa situada em Uberlândia. Essa organização liderava atividades relacionadas a jogos de azar, popularmente conhecido como jogo do bicho, além de corrupção e outras práticas ilícitas. O combate sistêmico aos jogos de azar começou com a Operação Lavanderia dos Sonhos, que foi uma operação extremamente efetiva, resultando nas duas fases da Operação Águia", disse.

O nome da operação se deve ao símbolo usado pelo grupo criminoso investigado, ou seja, uma águia, haja vista que o animal era impresso nos comprovantes de apostas do jogo do bicho nos estabelecimentos explorados pela quadrilha. O delegado afirmou que todos os mandados de prisão foram cumpridos ao mesmo tempo em ambas as cidades, assim como os mandados de busca e apreensão.

A operação segue em andamento para apurar o nível de atuação dos policiais e empresários envolvidos na exploração do jogo do bicho. Foram apreendidas máquinas caça-níqueis, maquininhas de cartão, armas de fogo e R$ 5 mil em dinheiro.

*Matéria atualizada às 11h29 para acréscimo de informações.

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