20/08/2021 às 10h44min - Atualizada em 20/08/2021 às 10h44min

Moradores cobram falta de passarela para pedestres na trincheira do Taiaman

Obra seguem em andamento e moradores da região se preocupam com travessia de pedestres na BR-365

GABRIELE LEÃO
Obra foi anunciada em 2012 e ainda não foi finalizada | Foto: DNIT/DIVULGAÇÃO
A construção da trincheira sobre a BR-365, entre os bairros Taiaman e Dona Zulmira, em Uberlândia, segue em andamento e, nesta quarta-feira (18), foi liberada uma das faixas da rodovia para o fluxo de veículos, sentido Centro e bairro. Contudo, a estrutura que deveria ser entregue em junho deste ano deixou danos para alguns moradores da região, que reclamam de rachaduras e falta de segurança para pedestres. 

O presidente da Associação de Moradores e morador do bairro Dona Zulmira há 30 anos, Gustavo Silveira conhece bem as necessidades da população e afirma que a principal solicitação não foi atendida.

“Tivemos duas audiências públicas com o Ministério Público Federal e com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), e sempre reafirmamos que a nossa principal queixa é oferecer mais segurança para os pedestres da região, pois além de não ter escolas no bairro Dona Zulmira as crianças precisam atravessar a rodovia para chegar até o Taiaman. Além disso, existe um grande fluxo de pedestres passando pela rodovia”, explicou.

O presidente da associação ainda completou dizendo que a obra da trincheira do Taiaman, que recebeu a ordem de serviço em 2012, é uma solicitação antiga e entende que vai facilitar a mobilidade urbana e chegada de veículos na cidade.

“Não somos ingratos ao ponto de pensar que a obra não tem papel essencial para o município e a comunidade, mas não tivemos a principal solicitação atendida. Ficou acordado que teria uma passarela provisória para os pedestres e, em seguida, a empresa faria uma passarela permanente. Temos diversas crianças que precisam atravessar o local, além de trabalhadores”, completou.

DANOS COLATERAIS
Ademar Pereira dos Santos é tapeceiro e há 45 anos mora no bairro Dona Zulmira. Ele contou que no início da obra, em 2019, percebeu rachaduras na residência e solicitou o atendimento dos responsáveis pela trincheira.

“Percebi rachaduras nas paredes e tive danos em alguns locais da residência. Então procurei o atendimento para que fosse feito os reparos. O promotor responsável e o engenheiro da obra compareceram na minha casa e assinaram um termo de responsabilidade, e disseram que entraram em contato após a conclusão da obra”, comentou.

Mesmo satisfeito com a obra que vai facilitar o movimento local, Ademar lamenta a falta da passarela para pedestres. “Minha neta frequentava a escola no Taiaman, mas optamos por colocá-la no ensino no Bairro Jardim Patrícia. Mas mesmo assim, percebemos que os pedestres ficaram comprometidos, já que ainda será necessário atravessar a rodovia”, explicou.

Além disso, o morador ainda observou sobre o grande fluxo de veículos. “Nós entendemos que está próximo de acabar as obras, mas percebemos muito o aumento de veículos nas ruas paralelas e isso causa certo desconforto”, comentou.

O Diário de Uberlândia entrou em contato com o Dnit solicitando um parecer sobre a conclusão da obra, a passarela para pedestres e danos causados aos moradores, mas até a publicação desta matéria não houve retorno.

A OBRA
A conclusão das obras da trincheira do bairro Taiaman estava prevista para ser entregue em junho de 2021, mas o prazo foi estendido para o final de setembro. O primeiro prazo para o término e entrega da estrutura era de 18 meses, ou seja, dezembro de 2020.

Os trabalhos no local começaram no fim do primeiro semestre de 2019, após decisão em audiência pública realizada pelo MPF e outros representantes do Município e do Dnit.

A obra para travessia da BR-365 foi anunciada em 2012 e, no ano seguinte, foi paralisada. O projeto faz parte de um pacote de obras que inclui o viaduto da avenida Rio Grande do Sul, o viaduto da avenida Monsenhor Eduardo, a trincheira do trevo Osvaldo Oliveira e a Ponte do Vau. No total, são cerca de R$ 43,7 milhões a serem investidos.

 

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